Titica e Própria Lixa fizeram Lisboa sentir "Tremura" até ao "Chão"

 

Para se assinalar, em Lisboa, o décimo aniversário da paz  em Angola, a discoteca Paradise Garage, recebeu esta sexta-feira, um  espectáculo das kuduristas Titica e Própria Lixa, organizado pela  produtora Ls Music. 

 

Desfile de artistas na primeira parte 

 

Estiveram presentes no show vários cantores que actuaram apresentando  estilos diferentes que ajudaram na animação da noite. Entre eles os  Swcker Boys - um grupo de seis rapazes com cortes de cabelo muito  próprios e o Dom Power que não quis deixar dúvidas de que é angolano,  pois as suas bailarinas entraram em palco com a bandeira, símbolo  nacional. Outros artistas como Teta, Puro Wii, Dércia e Gildo Pleya que  também passaram pelo palco.

 

Entre o kuduro, o semba e a kizomba houve  música para todos os gostos. Mc Gasolina fez as honras da casa como apresentador e abriu a noite da  festa da música angolana, em Lisboa, com a mítica frase “Ou nos matam  …ou quê”, sempre na presença dos Dj`s El-Matador e Base. As pessoas  reagiam positivamente às suas piadas, à sua música e ao kuduro sensual  da sua bailarina, tendo deliciado não só o público masculino, mas a  plateia em geral.

 

"Eu sou a Lixa, eu sou a Própria"

 

Própria Lixa dispensa apresentações. Entrou em palco envolta numa capa  preta com efeitos dourados brilhantes que formavam o seu nome para que  não restassem dúvidas acerca de quem "é gostosa, apetitosa e saborosa",  como costuma afirmar a cantora. A primeira música da noite foi “Udam”, um tema que faz parte do seu  único álbum lançado em 2010, e que Própria Lixa fez questão de escolher  para apresentar ao público que se deslocou até à discoteca Paradise  Garage.

 

Para aquecer ainda mais a festa, Lixa cantou “Dança do Zongolô”. O  saudosismo trazido por esta música foi claro não só porque "recordar é  viver", referiu a cantora durante a actuação, mas também porque a canção  termina com o clássico "prakata" que tal como a Própria Lixa, dispensa  apresentações no kuduro. Nos hits mais esperados estava "Sabaló" e não faltou a pequena  provocação a Fofa Ndó. Lixa convidou duas raparigas do público a  juntarem-se a ela no palco,  para que se causasse "tremura, tremura". 

 

Tremura que se sentiu no palco e na plateia. Tal como a kudurista pediu, o público bateu palmas ao som da batida e  Lixa, a Própria, despediu-se do palco com a frase "Eu sou quente, sou  tipo jindungo." Durante o espectáculo, as suas bailarinas, Filomena e Paula ofereceram  alguns cd's e t-shirts aos fãs da kudurista, que acompanhavam as músicas  apreciando o jogo de cintura da Própria e das suas dançarinas. 

 

"Oh Titica, cadê você?"

 

Motivada por Gasolina, a plateia gritava por Titica expectante e curiosa  por saber como era ver de perto o novo fenómeno do kuduro nacional.  Embora a sala não estivesse cheia, a reacção do público ao ver a  kudurista foi "a loucura total". Ouviam-se gritos e ovações, piropos e  assobios. Titica entrou em palco num maiô cor-de-rosa que, além de choque, era  brilhante, e do qual descaíam penas ao fundo das costas, qual rainha da  bateria a desfilar num sambódromo. “Kusi de pole” foi a primeira música apresentada e aí, o maiô  transformou-se num conjunto: soutien e calções com as penas a descaírem,  o que permitiu ver melhor cada passo das suas coreografias e os  pormenores dos seus toques que acrescentam o "charme" à dança.

 

Olhar para o boneco estava na ordem do dia. O público acompanhou, fez a  coreografia de "Olha o boneco", a canção gravada em parceria com Ary, e  cantou a música do início ao fim. Titica cantou poucas músicas, mas encantou com a sua performance, embora  não tenha interagido muito com o público, comparativamente à actuação  da Própria Lixa.

 

Por outro lado, a plateia esteve ao rubro e ao mesmo  tempo bastante atenta aos movimentos da kudurista que se assume como o  primeiro transexual em Angola. O momento por que todos esperavam chegou com o famoso grito em que se  ouve apenas a primeira letra do alfabeto, mas que não deixa dúvidas de  que o passo seguinte é assumir.

 

A interpretação da música "Chão" - feita  com a colaboração do Dj De Victor - que dá nome também ao seu cd fechou  o espectáculo numa noite marcada pelas kuduristas do momento. Titica venceu o prémio Kudurista Revelação do ano 2011. A noite terminou com a actuação das Cincity's Yazz, dj's da Holanda.

 

Sob o lema "Angola faz-se com paz", Titica e Própria Lixa levaram um  pouco de Angola até Lisboa mostrando, juntamente com as suas bailarinas,  como é que se fazem as festas na banda. As artistas vão actuar ainda na  próxima quarta-feira à noite na discoteca Vintage, em Lisboa. 

 

Fonte: Sapo Banda 

Rádio Jet7 Angola

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