Tenores angolanos brilham em Havana

Os cantores líricos angolanos Armando Zibungana e Bruno Neto (barítonos) e Gomes Domingos e Emanuel Mendes (tenores) mostraram no domingo, no Teatro Nacional de Cuba, o resultado do talento, esforço e dedicação dos jovens apaixonados pela música, durante um concerto que teve uma recepção muito calorosa por parte do público.
 

O espectáculo, que contou com a participação especial da pianista Vilma Garrido, permitiu à assistência apreciar os quatro talentos da música lírica angolana, que souberam justificar o incentivo do Ministério da Cultura de Angola, que lhes atribuiu, em 2007, uma bolsa de estudo para Cuba.
 

Os músicos apresentaram um espectáculo especial, muito aplaudido pela plateia e assente nas obras de vários compositores e num arranjo de músicas angolanas e cubanas. Armando Zibungana interpretou “Some enchanted evening”, baseado no musical de Richard Rodgers, Gomes Domingos cantou “Rondine al nido”, de Crescenzo, Bruno Neto entoou “Yambambó”, música cubana de Jorge Anckerman, e Emanuel Mendes finalizou com “Questa o quella”, de Rigoletto.
 

Para encerrarem em apoteose, os jovens músicos interpretaram duas canções para unir os laços de solidariedade entre os dois povos: o tema cubano “Guarina”, de Sindo Garay, e a música angolana “Nguxi”, da autoria dos Irmãos Kafala.
 

No final do espectáculo, Armando Zibungana explicou que quiseram apresentar um concerto clássico, para mostrar que a sua formação teve bons resultados. “Este é o segundo convite oficial de Angola, para representarmos o país além-fronteiras. Por isso, fizemos tudo para valorizar o nome de Angola”, realçou.
 

O barítono acrescentou ainda que a maioria das pessoas tem uma visão errada sobre a música lírica, algo que tem de ser mudado imediatamente. “As pessoas acham que por cantarem com uma voz aguda estão a fazer música lírica. É errado. Por isso a sociedade ainda não tem sensibilidade para o canto lírico. O conhecimento sobre a arte deve partir de um ponto e existe um repertório a ser vencido, assim como técnicas para serem seguidas”, frisou.
 

Formado pelo Instituto Superior de Arte de Cuba, durante cinco anos, o músico defendeu que procuraram também fazer jus às boas referências que tiveram ao longo da sua formação, tempo durante o qual conseguiram conquistar vários prémios internacionais.
 

“Neste espectáculo fomos acompanhados pela maestrina e pianista Vilma Garrido, com quem trabalhámos durante a formação. Tivemos também o privilégio de ser formados pelos melhores professores cubanos: Manuel Pena, Waldo Díaz e María Eugenia Barrios, que são senhores da música lírica em Cuba”, explicou.

 

Depois dos anos de formação e de estarem a participar nos primeiros espectáculos, querem agora passar o seu saber aos novos talentos de canto lírico que venham a surgir no país, e criar o Instituto Médio de Arte.

 

Fonte: Jornal de Angola

Rádio Jet7 Angola

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