Show do rapper NGA lota Cine Atlântico

Foi neste sábado que a editora independente, Mad Tapes, voltou a fazer história em Angola lotando por completo o Cine Atlântico.


Milhares de pessoas, amantes do bom rap, dirigiram-se ao local do evento para ver os artistas em cartaz. NGA, angolano, residente em Portugal, considerado o rei da Linha de Sintra, foi o anfitrião da noite que serviu para celebrar mais uma conquista da editora e do seu novo membro.

Por volta das 19 horas, exactamente a hora marcada para o início do espectáculo, o DJ Nkapa começava a dar as boas vindas ao público eufórico, tocando alguns hits do hip-hop angolano. Pouco tempo depois, os artistas começaram a entrar em cena. O primeiro a aquecer o show foi Balta P, que fez a sua performance ao lado do músico Lil Jorge numa das suas músicas.


DJ Callas veio substituir Nkapa no set do músico Fly Skuad. Este optou por levar para para o seu set músicas do seu mais recente trabalho discográfico 'Extractos', como 'Não me mates não', 'Extractos', 'Eu vou', com as participação do grande músico Bzb e 'Eles'. Como lhe é característico, o público não o deixou acabar a performance sem antes fazer um freestyle.
Seguiu-se o músico Reptyle, que foi o único artista convidado que não fazia parte da editora. Este também representou bem o hip-hop nacional ao lado de DJ Piriline.


Lucassio Messias foi uma das grandes revelações da noite. O rapper surpreendeu a plateia com a sua actuação, principalmente com a música 'Correntes' com a participação de Kid Mc, que entrou em palco mascarado de 'morte'.

O C.E.O da editora, já descontraído, vestiu o seu papel de DJ e assumiu a cabine no set do 'Incorrigível', que novamente provou que a sua popularidade continua intacta apesar da ausência dos palcos. Kid Mc ainda alegrou os seus fãs com a notícia de que está a trabalhar no novo álbum 'Sombras'.

No fim, com toda a poupa e circunstância entrou o mais aguardado da noite. NGA levou o público ao rubro, mas não sem antes chamar para dividir consigo o palco os seus colegas da Força Suprema, Masta e Dom G. O filho do rei, Prodígio, também mostrou o seu talento no Atlântico, mas o momento mais emocionante da noite foi a entrada no palco de D. Tina, a mãe do rei. Ela, quase de lágrimas nos olhos, pôde constatar todo o carinho nutrido pelo seu filho que depois de uma infância complicada e muita luta conseguiu tornar-se num dos mais conhecidos rappers da lusofonia.

A festa terminou com o hit 'Qual é o mambo' produzido pelo também angolano Luther PY. No local do evento esteve sempre presente a polícia nacional e tanto o público como a organização se portaram da melhor maneira possível para assim honrar o nome do hip-hop nacional.

A Mad Tapes está mais uma vez de parabéns por mais uma conquista de relevo.

Por: Mariana Rodrigues

Rádio Jet7 Angola

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