Proletário considera positivo estado da música angolana

 

Luanda- O músico angolano Proletário considerou hoje, quarta-feira, em Luanda, satisfatória a qualidade da produção discográfica actual, fruto da aposta dos criadores nacionais em colocar ao dispor do público obras cujos temas são trabalhados com rigor, denotando uma entrega na valorização, divulgação e preservação das raízes culturais angolanas.

 

De acordo o músico, que falava à Angop sobre a música angolana, embora esteja a registar-se uma evolução em termos de qualidade, é necessário uma participação mais activa de todos os agentes e criadores culturais angolanos.

 

Para Proletário os criadores angolanos devem igualmente apostar na investigação das raízes musicais, da rítmica tradicional, dos contos e dos provérbios, como forma de a matriz cultural angolana ser cada vez mais valorizada.

 

Proletário avança ainda a necessidade de o empresariado nacional investir mais na promoção e divulgação  da identidade cultural angolana, para que haja mais desenvolvimento na música nacional.

 

O artista manifestou também a sua satisfação pelo facto de a comunicação social primar mais pela promoção e divulgação da música nacional ao mesmo pé de igualdade com as cadências estrangeiras.

 

O músico é ainda de opinião que os cantores nacionais trabalhem as letras das suas músicas em idiomas que identificam a identidade cultural angolana, no intuito de perpetuar  a mesma, para que haja valorização  da cultura nacional.

 

“ A nova geração de músicos deve, acima de tudo, valorizar as nossas línguas nacionais, pelo facto de representarem a nossa cultura e deve ser respeitada e valorizada “, salientou o cantor.

 

Nascido em 1957, Jaime Palana Kingungo começou a carreira em 1970, ainda na sua terra natal, mas tornou-se conhecido por volta de 1972/73 no bairro Kaputo, município do Rangel, em Luanda, onde fazia actuações esporádicas no Centro Recreativo Maria das Crequenhas, actual Centro Recreativo e Cultural Kilamba. Em 1977, período em que o país perdeu vozes de referência obrigatória como David Zé e Urbano de Castro, Joine Jaime (assim era conhecido Proletário) integrou os Surpresa 103, com o qual prosseguiu as suas actuações.

 

Na altura, Proletário cantava, como outros artistas da época, música revolucionária, fazendo soar a sua sagacidade vocal em várias regiões de Luanda até a década 80, altura em que foi obrigado a cumprir serviço militar. O cantor integrou ainda o agrupamento FAPLA Povo e a banda Semba Tropical, sendo a sua música intitulada "Scânia 111" uma das mais conhecidas. No seu palmarés constam actuações no Congo Brazzaville, na República Democrática do Congo (ex-Zaíre), Líbia, em São Tomé e Príncipe e Portugal.

 

Fonte: Angop

Rádio Jet7 Angola

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