Pato prepara lançamento do novo álbum para este ano

Até ao final deste ano Pato reaparecerá no mercado discográfico nacional com um novo trabalho. O último álbum do músico foi Mãe Negra, produzido pela Giva Music dos irmãos e músicos cabo-verdianos Gil e Vado Semedo, e que surgiu depois de sete anos de silêncio discográfico.

No momento em que o músico pretende relançar a sua carreira artística revela que, antes da música passou pela pintura e foi varredor de ruas na Holanda. Hoje em dia, Pato 
só pensa em transmitir bem-
-estar e alegria a todos aqueles que o escutam um pouco por todo o mundo.


Como começou o gosto 
pela música?

Gostava de dançar desde a minha infância e fui muito influenciado pelos músicos Antilhanos da banda Cassav 
e Zuck Machine, a música que os meus pais mais ouviam naquele tempo.


Que recordações tem 
da sua infância?

Tive uma infância muito dura. Saí de Angola em 1975 e fui para Portugal, onde fiquei alguns anos a viver na rua e em cubatas. A Câmara Municipal do sítio onde vivia destruiu as cubatas e ficámos sem casa. Posteriormente emigrei para a Holanda onde comecei a trabalhar como varredor nas ruas. Anos depois ingressei para a área da pintura por algum tempo. Só mais tarde enveredei também pelo caminho da música.





Quando surge o primeiro disco?

Em 1989 gravei o meu primeiro disco com participação dos cabos verdianos Gil e Vado. Esse primeiro disco foi produzido na Holanda com a produtora Giva Produções e contou com a participação dos seguintes músicos cabo verdianos: Gil, Dina Medina, Suzana Lubrano e Vado. Este trabalho foi denominado Angola e Cabo Verde Em Mim, e integrava algumas músicas como “Sofrimento de Criança”, “Sely”, “Mulata” e outros. Vendeu 60 mil cópias só que, infelizmente, naquela altura os benefícios eram totalmente para a produtora.


Para fazer as suas composições onde vai buscar inspiração?

Para compor inspiro-me no sofrimento do dia-a-dia, na vida quotidiana, nas questões sociais. Sempre estive virado para o estilo kizomba 
e outros estilos africanos.


Temos uma grande curiosidade. Porquê 
o nome “Pato”?

Essa alcunha foi devido a uma situação ocorrida na infância. Tinha cinco anos de idade, quando num belo dia a minha mãe mandou-me apanhar um pato dos muitos que havia no quintal. O meu irmão para não ter muito trabalho apanhou aquele que era o meu pato de estimação. Chorei muito por causa disso e, desde essa data passaram 
a chamar-me de “Pato”.


Como se define enquanto artista e cidadão?

No palco defino-me como um músico profissional e no dia-a-dia como uma pessoa simples e popular.

Para quando o show de lançamento do novo disco?

Tenho o disco e o show agendados para o final deste ano. Os arranjos decorrem a bom ritmo. Como Angola não é só Luanda penso fazer este concerto primeiro no Huambo, a minha terra natal.


De todos os espectáculos em que já participou qual aquele que mais o marcou?

Todos os espectáculos têm sempre uma particularidade na carreira e vida de qualquer músico. Talvez o mais marcante tenha sido quando subi ao palco pela primeira vez, no dia 5 de Outubro 
de 1989 em Luanda.


Já tem ganho prémios 
e também gravou alguns videoclips...

Sim, já ganhei discos de platina, ouro e prata. Tenho também alguns videoclips gravados de alguns dos meus sucessos como Mulata, Angola e Cabo Verde Em Mim, Sely e, muito recentemente, o Mãe Negra.


E quanto a participações 
em shows internacionais?

Estive em 46 países como Argélia, Angola, Senegal, Espanha, Cabo Verde, República Democrática do Congo,  Itália, Luxemburgo, Portugal, Holanda, Moçambique, entre outros. Num dos shows na Holanda ganhei um prémio como o melhor músico internacional.


Quais os maiores sonhos que persegue?

Seguir em frente e continuar a lutar para fazer melhor música; incentivar a camada jovem para uma vida melhor e para trabalhar em prol  do desenvolvimento do nosso país no resgate de valores, para termos uma Angola sem muitas dificuldades. Ao nível mais pessoal gostava de ter casa própria. A curto prazo, por exemplo, gostaria de ter uma ligação com o COCAN, porque gostava de participar dando o meu contributo com uma música.


A música mudou o rumo 
da sua vida?

Mudar não mudou. É certo que me apresento num palco, faço música para as pessoas. Mas longe dos espectáculos levo uma vida normal, a lutar pela vida tal como um cidadão comum.


Como lida com o contacto com os fãs?

É muito bom. O público incentiva-me sempre para um novo sucesso. Curiosamente, os meus fãs não têm idades definidas.


Já viveu situações comprometedoras com fãs?

Já tive uma ou outra situação mais complicada. Num dos meus espectáculos internacionais, nos Estados Unidos da América, uma fã subiu ao palco, abraçou–me e deu-me um beijo na boca. O que vale é que os seguranças presentes conseguiram evitar o pior, quando o namorado da senhora quis subir também no palco.


Como é que a sua 
mulher encara esse tipo 
de situações?

Encara de forma normal uma vez que, quando nos conhecemos, eu já era músico. Temos  uma relação bastante comunicativa e ela tem sido o meu suporte nesta caminhada musical.


Quais os grandes projectos neste momento?

Sem dúvida que é gravar o novo disco até ao final do ano, e realizar dois grandes shows em Angola. O convite surgiu através da Bwé De Feeling, e serei acompanhado pela banda Evolution. Espero que a minha música sirva de terapia para os meus fãs e para a sociedade em geral.

UMA MENSAGEM PARA OS MÚSICOS ANGOLANOS


“Para mim os músicos são considerados como uma família, quer os mais novos quer os mais antigos. A música é uma forma de arte suprema. Na música o nosso sucesso não depende da idade, ao contrário de outras actividades como por exemplo 
o futebol. Por isso apelo aos músicos: devemos interagir como uma família musical e estar unidos”.

  PERFIL

Nome: “Pato”
Nascimento: 07/02/1978
Naturalidade: Huambo
Perfume: Hugo Boss
Pratos preferido: Funge de milho com peixe seco e sumate
Discoteca: Não tenho preferência, porque também só vou quando há actividades
Restaurante: Frequento vários, não tenho um em especial
Desporto: Ténis, futebol e basquetebol
Virtudes: Sincero, batalhador
Vícios: Ver filmes
Cor: preferida Amarelo

Fonte:
Opaís

Rádio Jet7 Angola

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