Novela angolana «Windeck» nomeada nos Emmy em Nova Iorque

 

A Semba Comunicação leva Angola ao principal palco do mundo da televisão com a telenovela Windeck, nomeada para os prémios emmy. A 41ª cerimónia de entrega dos prémios Emmy, que acontecerá no dia 25 de Novembro, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, é um acontecimento à escala global, transmitida em directo para todo o mundo.

 

Os galardões são os mais prestigiados do sector, até chamados de Óscares da televisão.

 

Segundo uma nota de imprensa da produtora enviada hoje, segunda-feira, à Angop, o anunciou aconteceu na cidade francesa de Cannes, durante uma conferência de imprensa organizada pela Academia Internacional de Televisão, Artes e Ciência durante a feira Mipcom.

 

“Windeck”, da Semba Comunicação, vai concorrer na categoria de telenovela, juntamente com duas produções brasileiras da Rede Globo, “Avenida Brasil” e “Lado a Lado” e uma outra novela “30 Vidas”, produzida pela empresa canadiana Aetios Productions Inc.

 

Ao todo são 36 nomeados, divididos por 9 categorias: Programação Artística, Melhor Actor, Melhor Actriz, Comédia, Documentário, Drama, Entretenimento, Telenovela e Telefilme e Mini-Série.

 

O melhor da televisão produzida em todo o mundo é anualmente avaliado pela Academia Internacional de Televisão, Artes e Ciência.

 

A produtora angolana avança que a nomeação de “Windeck” é já uma vitória, sendo a primeira vez que uma produção angolana atinge tamanho reconhecimento e distinção.

 

A novela “Windeck” conseguiu também extraordinário reconhecimento do público e da crítica. Já exibida em Angola através do Canal 2 da TPA, em Portugal na RTP, e em Moçambique na TVM, conquistando audiências record nas três antenas nos horários em que foi exibida. Trata-se de uma telenovela inteiramente feita por angolanos, numa produção da Semba Comunicação.

 

Com uma trama recheada de intriga, drama, humor e glamour, “Windeck” lançou uma reflexão sobre as escolhas que todos temos que fazer para alcançarmos os nossos objectivos de vida.

 

O elenco, resultado de um processo de casting, conta com a presença de nomes incontornáveis da televisão nacional, como Micaela Reis, Tânia Burity, Vanda Pedro, Fredy Costa, Edusa Chindicasse, entre outros, e reúne ainda figuras sonantes do teatro, como Yolanda Viegas e Enoque Caracol.

 

Entre os actores que têm trabalhado em projectos internacionais, destaque para Eric Santos e Ery Costa. De realçar ainda a forte aposta em novos talentos revelados nos castings, como os modelos Nádia Silva, Dennis Fonseca e a finalista do Bounce 2011, Ailsa da Conceição. Atrás das cenas também houve uma forte aposta no talento angolano.

 

A jovem “stylist” Mónica Lafayette foi parte fundamental da equipa de figurino que deu um sabor angolano ao guarda-roupa.

 

“Na Semba investimos na qualidade e na excelência e esta conquista é mais um orgulho e é também a materialização de um sonho e o reconhecimento do empenho e esforço de todos os que trabalham e colaboram connosco”, lê-se na nota.

 

Historial dos Prémios Emmy

 

A Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas realiza os prémios para honrar o melhor da televisão não americana.

 

Identificar os nomeados demora meses, com a votação a ser levada em diversos festivais de televisão internacionais. Os dois melhores programas de um género em particular, em quatro regiões, são seleccionados para uma semifinal, de onde os elementos nomeados são elegidos. Cada nomeado é mostrado num festival, em Nova Iorque, que acontece antes da própria cerimónia.

 

A primeira cerimónia de premiação dos Prémios Emmy foi realizada a 25 de Janeiro de 1949, no Hollywood Athletic Club. O nome "Emmy" foi utilizado como uma feminização de "immy", um apelido usado para tubos de imagem que eram encontrados com facilidade nas primeiras câmaras de televisão. Shirley Dinsdale foi a primeira pessoa premiada com um Emmy na primeira cerimónia.

 

Os Prémios Emmy são troféus feitos actualmente por uma empresa privada de manufactura com a máxima segurança, em El Dorado, Kansas.

 

A estatueta de uma mulher a segurar um átomo tornou-se num símbolo da Academia a tentar suportar e levantar a arte e a ciência na televisão; as asas representam a musa da arte e o átomo, a televisão. Foi criado pelo engenheiro Louis McManus, que usou a esposa como modelo.

 

Fonte: Angop

Rádio Jet7 Angola

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