Músico Calabeto será homenageado

Calabeto é o homenageado no próximo domingo pelo programa Muzongué da Tradição, realizado no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda, devido ao seu contributo para a valorização, divulgação e preservação da música angolana de raiz.

 

O responsável do espaço, Estêvão Costa, referiu que esta homenagem é também uma forma de reconhecer o papel de Calabeto no cancioneiro angolano.


“É um músico com créditos no mercado musical angolano, que tem um historial marcado por grandes momentos, razão pela qual o Kilamba, dentro do seu programa, presta uma singela homenagem a um grande homem da cultura, em geral, e da música em particular”, disse.


António Miguel Manuel Francisco “Calabeto”, nascido em Luanda, a 3 de Abril de 1945, iniciou a sua actividade na Missão Evangélica, fazendo parte do coro daquela congregação religiosa.


Em 1958, fundou a Turma Rio de Janeiro. Com uma carreira iniciada na década de 1950, Calabeto possui um repertório no qual se destacam vários temas de sucesso, como “Nzambi”, “Ngolo Yami”, “Avante o Poder Popular”, “Tussocana Kiebi”, “Camarada Presidente” e “A Vitória é Certa”. Tem no mercado o CD “Kamba Dyami” e a participação no projecto “Geração do Semba” (volumes 1 e 2).



Velhas glórias



O Velhas Glórias do Prenda, constituído por antigos elementos do agrupamento Jovens do Prenda, é, além de Calabeto, a outra referência desta edição do Muzongué.


O convite ao agrupamento, de acordo com o gestor do espaço, foi feito em resposta aos vários pedidos nesse sentido. “Pretendemos fazer com que os apreciadores da música angolana dos anos 80 possam recordar os melhores momentos da época”, adiantou. Pelo palco, informou, vão passar também Augusto Chacaia e Dom Caetano. Além das Velhas Glórias do Prenda, a organização convidou o músico António Paulino.


Considerado um dos primeiros grupos de música angolano a ter reconhecimento internacional, Os Jovens do Prenda surgiram em 1968, com a designação Jovens do Catambor. Depois, mudaram o nome para Jovens da Maianga e, finalmente, em 1969, passaram a ter a designação actual.


Na altura, os Jovens do Catambor possuíam um leque de músicos entre os quais se destacavam nomes como Manuelito Maventa (viola solo), Zeca Kaquarta (tambor), Napoleão (pwita) e Juca (dikanza). No mesmo ano, o grupo recebe José Keno, o guitarrista emblemático dos Jovens do Prenda, vindo dos Sembas. Com a sua entrada fica completa, em 1969, a primeira formação de Os Jovens do Prenda, com José Keno (viola solo), Zé Gama (baixo), Luís Neto (voz), Kangongo (tambor baixo) e Chico Montenegro (tambor solo).


Os Jovens do Prenda têm uma sonoridade exclusiva, obtida pela fusão de ritmos locais com forte influência de um importante músico que fez história na música popular do Congo Democrático, o guitarrista Dr. Nico.


Após um período de ausência (1974 a 1981), os Jovens do Prenda voltam a aparecer, com o seu primeiro álbum, “Música de Angola, Jovens do Prenda”, posteriormente reeditado com o título de “Mutidi”. O seu segundo álbum “Samba-Samba” foi lançado em 1992, levando posteriormente à saída de um dos seus músicos mais emblemáticos, Gaby Monteiro. O grupo sofreu depois imensas remodelações, mas tem-se mantido activo até à actualidade. Puseram mais dois álbuns no mercado: “Kudicola Kwetu”, 2003, e “Iweza”, 2010.


Entre os percursores da banda, destaca-se Very Nice (tamborista) e António do Fumo (vocalista), ambos já falecidos, Zé Keno (guitarrista), Cangongo (viola-baixo) e Chico Montenegro, ainda no grupo.


Actualmente, o conjunto é constituído por Luís (tambor), João Dialoba (baterista), Sérgio (viola solo), Eurico (teclado), Niziga e Zinho Santos (vocalistas), Benjamim (baixo), Tetelo (viola ritmo). Até à independência, os “Jovitos” publicaram pelo menos dez singles e vários long plays.

 

Fonte: Jornal de Angola

Rádio Jet7 Angola

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