Mike Tyson pode voltar a combater

Antes da morte da sua filha mais nova tinha dito que podia regressar aos ringues. Depois do seu inimigo de estimação, Evander Holyfield também ter anunciado que ia tentar conquistar o título de pesados pela quinta vez. Conhecido por Iron Mike, muitos ainda o tratam pela alcunha de “O homem mais ruim do mundo”. Nome que lhe foi dado em meados da década de noventa em resultado das suas atitudes dentro e fora dos ringues.
 
Polémico, agressivo, violento, solidário, anti- -social, foi seguramente um dos melhores pugilistas de sempre. Uma infância terrível, uma juventude cheia de problemas, rico e famoso aos 20 anos, preso pela primeira vez aos 26 anos, uma segunda oportunidade de vida aos 30, a falência aconteceu aos 37 anos e aos 39 anos veio o arrependimento: “A minha vida inteira foi um desperdício. Eu tenho sido um fracasso. Estou muito envergonhado comigo. Só quero fugir”, assumiu em entrevista ao US Today na edição de 3 de Junho de 2005. E acrescentou: “As pessoas que me colocaram tão alto acabaram por me pressionar. Acreditem ou não, eu sempre quis rasgar a imagem que têm de mim, mas não consegui. O país também não tem sido bom para mim”.
 
Este acto de contrição pouco alterou a sua vida. Os anos que se seguiram continuaram a ser vividos no limite da legalidade. Numa primeira fase isolou-se na sua casa de Paradise Valley a tomar conta de 350 pombos, o que originou inúmeras reportagens nos meios de comunicação. Depois avançou para a promoção de empresas, fez shows de entretenimento de boxe em Las Vegas e exibiu-se em festas por todo o país, procurando recuperar das inúmeras dívidas que tinha.
 
 
 
 

A 29 de Dezembro de 2006 volta a ser preso por suspeita de condução sob efeitos de álcool e posse de drogas, depois de ter chocado com um carro da polícia quando saía de uma discoteca.

Voltou a ser apanhado a 27 de Setembro de 2007, mas nessa altura declarou-se culpado de posse de cocaína e condução sob o seu efeito. Foi condenado a 24 horas de prisão, 360 horas de serviço comunitário e 3 anos de liberdade condicional.


Os jornalistas dizem que ele voltou aos ginásios, frequenta reuniões de desintoxicação, aumentou o número de tatuagens no corpo, isolou- -se do resto mundo e esteve praticamente um ano sem chegar às primeiras páginas dos jornais. A 25 de Maio deste ano um novo drama na sua vida. A sua filha mais nova, Exodus, de apenas quatro anos foi encontrada inconsciente pelo irmão, sufocada por uma corda de um aparelho de musculação e morreu no hospital. O pugilista estava fora de casa e não vivia com a mãe da sua filha.


Contrariamente ao que aconteceu em outras alturas complicadas da sua vida, portou-se de forma bastante discreta. Fugiu dos focos televisivos e voltou à sua vida. Casou dez dias depois com a sua namorada de 32 anos, Lakiha Spicer, numa cerimónia privada em La Bella Wedding Chapel no Hilton Casino, em Las Vegas. Tão privada que só cerca de cinco semanas depois foi noticiada pelos principais órgãos de comunicação, sendo que nesta altura foi divulgado que a certidão de casamento, passada pela Conservatória da cidade, foi tirada apenas 30 minutos antes da cerimónia. Nesta altura vive em Henderson, no condado de Nova Iorque, com um plano apertado de treinos.


O Melhor Combate

Se recuarmos um pouco mais de 21 anos podemos encontrar aquele que terá sido o momento mais alto da sua carreira. Aconteceu a 27 de Junho de 1998 em Atlanta. O seu adversário era Michael Spinks, considerado por muitos nesta altura, como o pugilista mais técnico do circuito. Tinha um estilo diferente de Tyson, que era muito agressivo, mas tal como o norte-americano, ainda não tinha nenhuma derrota na sua carreira. Na altura muitos defendiam que ele era o campeão legítimo da IBF, título que lhe tinha sido retirado depois de uma polémica que envolveu também Larry Holmes.


Depois da vitória sobre Larry Holmes, Mike Tyson precisava de vencer o britânico Spinks para mostrar aos especialistas que na verdade era o melhor de todos. Todo o combate foi preparado ao pormenor, uma enorme máquina de marketing apelidou este como a maior luta da história, movimentou milhões de dólares (os bilhetes foram vendidos a mais de mil dólares), teve transmissão directa para 84 países e mobilizou milhões de espectadores nos Estados Unidos através do sistema pay-per-view. A revista Ring escreveu que o vencedor poderia afirmar que era o melhor peso pesado do mundo, depois de algum tempo em que havia diversos títulos mundiais, de acordo com as associações envolvidas (CMB, AMB e FIB).
 
Na hora do combate o recinto estava cheio. Com todo o aparato destes momentos, as luzes, as mulheres bonitas, as provocações das equipas técnicas, os pugilistas encontraram-se no centro do ringue para ouvirem as recomendações do árbitro. Os olhares eram tensos. Mesmo antes de combaterem, havia uma rivalidade enorme entre eles. Sustentados por agentes diferentes, até ao dia do combate houve insultos e provocações na comunicação social. O ambiente era de “cortar à faca”.


Quando soou o gongo, os homens avançaram. Mike Tyson ao ataque, Spinks a defender. Foi então que o norte-americano avançou com a sua combinação mais “famosa”, um gancho da direita sobre o corpo do adversário, que o obriga a curvar-se, e a seguir um uppercut direito ao queixo do inglês. Ele abanou, abriu a guarda e Tyson “mete” mais uppercut. Ninguém resistia a tamanho tratamento. Nem Spinks. Caiu no tapete e o juiz fez a contagem. Ele não reage e a vitória vai para Mike Tyson. Aquele que era considerado o combate da história, durou apenas 91 segundos. Repita- -se 91 segundos. Agora sim. Não havia dúvidas. Ninguém poderia parar o pugilista de Brooklyn!


Época Dourada


Por esta altura Tyson vivia a melhor fase da sua carreira. Com a vitória sobre o inglês completava 35 vitórias seguidas, das quais 31 por KO, uma caminhada que durava desde 6 de Março de 1985, quando iniciou a sua carreira profissional. O seu primeiro adversário foi Hector Mercedes, que conseguiu manter-se de pé no recinto 107 segundos. Seguiu-se uma série de 28 vitórias em cerca de dois anos, sendo que destes 26 foram por KO, com a prestação de 16 deles terem acontecido no 1.º assalto.


A 22 de Novembro de 1986 foi-lhe dada a oportunidade de lutar para o seu primeiro título mundial de pesos pesados — o do Conselho Mundial de Boxe (WBC). O pugilista tinha na altura 20 anos e quatro meses e, a oportunidade de se tornar o campeão do mundo de pesos pesados mais novo da história do boxe. O embate foi marcado para Las Vegas, era a segunda vez que lá ia mostrar o seu boxe, com o jamaicano Trevor Berbick, mais alto e mais pesado que ele. O combate ia ser disputado em 10 assaltos, mas foram apenas necessários dois. Aos 2:35 desse 2.º assalto o juiz acabou com a “luta”. Tyson tornou-se assim o mais novo dos campeões mundiais.


Por esta altura muito se falou da sua extraordinária força, da potência dos seus golpes, o que levou a que muitos dos principais boxeurs do circuito mundial não se mostrassem dispostos a lutar contra ele. Mas ele dizia em todas as entrevistas que queria ganhar os dois cintos que lhe faltavam, de forma que houvesse apenas um campeão do mundo.


O Campeão Único


Neste caminho para se tornar no único campeão da categoria, começou por derrotar a 7 de Março de 1987 o americano James Smith que tinha o cinto da WBA. Foi um combate decidido aos pontos, com vitória unânime de Mike Tyson para os cinco juízes do combate. Cinco meses depois foi a vez de disputar o título de campeão da IBF com Tony Trucker. Também ganho aos pontos mas também com uma decisão unânime de todos os juízes. Ele tinha conseguido algo de inédito, tornou-se o primeiro peso pesado a ter os três títulos de campeão do mundo. Aos 21 anos.


Ganhou quase 300 milhões de dólares nesta altura. Em Outubro desse ano tem um confronto com o medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 1984, Tyrrel Biggs, um dos melhores combates de Mike Tyson, ganho por KO no sétimo assalto. Segue-se depois o “lendário” campeão Larry Holmes, e mais uma vitória por KO ao quarto assalto. Foi a primeira derrota por knockout da sua carreira.

 
Vai depois ao Japão derrotar Tony Tubbs também por KO. Tem o combate muito aguardado com Michel Spinks e segue-se uma luta feroz com Frank Bruno. Nesta altura, Fevereiro de 1989, a sua vida começa a desmoronar-se. Divorcia-se, aparece nos jornais envolto nas mais diversas polémicas, troca o seu treinador Kevin Rooney e muda radicalmente o seu jogo. Em vez de privilegiar a técnica e a defesa, passa a ter um jogo de mãos muito agressivo, apenas dirigido à cabeça do adversário, não se preocupando com os golpes do adversário.


Esta fraqueza é pela primeira vez evidenciada num combate. O britânico Frank Bruno entra a defender, afastando com os braços os golpes de Tyson, esperando a oportunidade para lhe acertar com violência. No primeiro assalto o campeão vai às cordas por duas vezes, balança mas não cai. Vai recuperando a pouco e pouco e, no quinto assalto, consegue com a violência dos seus socos resolver algo que estava muito complicado. Com uma sequência de três golpes de direita consegue o KO. Especula-se então que afinal ele não é invencível.

As Derrotas


O ano de 1990 mostra que o campeão perdeu a postura e a disciplina de outros tempos. Treina pouco, passeia-se em Las Vegas com o seu agente e engorda vários quilos. Buster Douglas, seu próximo adversário, prepara-se para o combate da sua vida. Foi em Tóquio que se encontraram. Sabia-se que Tyson tinha que ganhar ao seu adversário nos primeiros rounds pois não possuía força física para uma luta longa. A verdade é que Buster aguentou sempre, conseguiu defender-se do seu adversário, apenas no oitavo assalto foi ao tapete mas recuperou de seguida, sendo que o combate se preparava para se decidir aos pontos.


Mas no 10.º round com apenas 35 segundos, ele bateu forte no campeão. Uma série de combinações de direita e esquerda fizeram Tyson balançar. Veio depois um uppercut de esquerda que o fez tombar. Pela primeira vez o Iron Mike estava caído na lona. O árbitro fez a contagem.Ele já não tinha forças para continuar. Pela primeira vez na sua vida profissional ele perdia um combate e conhecia o sabor de sofrer um KO. Cinco anos e trinta e sete combates depois de ter aparecido no circuito mundial. No ano seguinte, em 1991 ainda teve dois bons combates com o canadiano Donovan Ruddock, considerado como o mais perigoso pugilista desta altura. Seguia-se então a tentativa de recuperar o cinto frente a Holyfield. Mas o combate não veio a realizar-se uma vez que ele acabou preso (ver caixa), na sequência do processo de violação. Perdeu no ringue e perdeu na vida.
 

A rivalidade com Holyfield


Mike Tyson nunca ganhou a Evander Holyfield. Apesar de uma carreira com muitos mais sucessos, muitos dizem que ele não foi o melhor da sua geração por este facto. Quando saiu da prisão, em 1995, o pugilista parecia mais calmo e com vontade de reconquistar o seu estatuto de melhor do mundo. Voltou aos treinos com muita vontade e conseguiu conquistar os cintos de campeão, nesta altura voltavam a estar em diferentes atletas. Ganhou o título da WBC ao inglês Frank Bruno por KO no terceiro assalto, e o da WBA a Bruce Seldon também por nocaute com apenas 109 segundos de luta. Mas o que ele queria era combater com Evander Holyfield, que entretanto se retirara em 1994. O conhecido agente Don King representava os dois atletas e preparou ao pormenor o reencontro entre os dois campeões. Para muitos era o combate do século. Holyfield anunciou que aceitava o desafio, que para si seria o “último” combate, mas que necessitava de alguns meses para se preparar. E ficou agendado para 9 de Novembro de 1996 em Las Vegas.


Mike Tyson era o favorito. Mas a história no recinto foi outra. Perdeu por nocaute técnico (o árbitro decidiu que não estava em condições de prosseguir a luta) ao 11.º assalto, sendo que este combate foi marcado por muita polémica. Depois da derrota Tyson protestou com os juízes por permitirem esta prática pelo seu adversário (lembre-se que Holyfield tem mais 15 cm de altura que Tyson o que facilita as cabeçadas), desafiando-o desde logo a uma desforra. Não estava convencido. O seu adversário numa primeira fase não aceitou, dizendo que este tinha sido o seu último combate. Mas a pressão dos dólares e do agente desportivo foi maior. Ele recebeu 35 milhões de dólares para voltar aos ringues, o maior prémio de sempre pago a um pugilista por um combate. E o combate ficou marcado para 28 de Junho de 1997 no mesmo local.
 

Este combate tornou-se num dos mais polémicos acontecimentos desportivos de sempre. Com uma assistência recorde em todo o mundo, apenas durou três rounds. Mike Tyson foi desclassificado por morder a orelha de Holyfield com tal violência que lhe arrancou um pedaço. Ainda foi avisado numa primeira vez, mas manteve esta prática. Ele declarou que foi uma forma de retaliação pelas cabeçadas que este lhe dava. Mas a verdade é que a imagem da orelha mordida e a sangrar de Evander Holyfield correu o mundo. Como consequência deste acto o pugilista foi punido com uma multa de 3 milhões de dólares, o seu agente despediu-o e, foi-lhe retirada a licença desportiva durante um ano. A sua carreira chegou ao fim.


O final da carreira


A sua vida pessoal também se degradou bastante a partir deste momento. Em 1999 foi condenado a um ano de prisão, multa de 5 mil dólares e a realizar 200 horas de trabalho comunitário, depois de ter batido em dois motoristas no trânsito. Voltou á prisão e foi libertado seis meses depois. Em 2000 recusou-se a fazer um teste anti-doping e meses depois foi apanhado com vestígios de maconha na urina depois do combate. A última oportunidade de voltar a relançar a sua carreira aconteceu a 8 de Junho de 2002 quando o inglês Lennox Lewis, então campeão do mundo, aceitou lutar. Previa- -se o pior para este combate, depois do que acontecido com Holyfield. Mas a verdade é que Lennox Lewis dominou a luta de forma simples e limpa. Esta foi a maior bilheteira de sempre de eventos desportivos em pay-per-view, gerando 106,9 milhões de dólares.


Tyson ainda fez mais três combates, tendo deixado os ringues com uma derrota a 11 de Junho de 2005 frente ao irlandês Kevin McBride. Na sua carreira desportiva fez 56 combates, perdeu apenas seis e mantém até hoje a perfomance de 37 vitórias seguidas, das quais 32 por KO. Fala-se agora que poderá voltar aos ringues, depois de Holyfield ter anunciado que vai combater, mas ainda não o confirmou. Por agora está a treinar para perceber se as suas faculdades físicas aguentam mais este esforço.


A TENTATIVA DE DESFORRA


O segundo combate com Holyfield tornou-se num dos mais polémicos acontecimentos desportivos de sempre. Com uma assistência recorde em todo o mundo, apenas durou três rounds. Mike Tyson foi desclassificado por morder a orelha de Holyfield com tal violência que lhe arrancou um pedaço. Ele declarou que foi uma forma de retaliação pelas cabeçadas que este lhe dava. A verdade é que a imagem da orelha mordida de Evander Holyfield correu mundo.


Derrota com lennox lewis O campeão britânico Lennox Lewis é segurado pelo árbitro Eddie Cotton, depois de derrubar o opositor Mike Tyson na quarta ronda do Campeonato Mundial de Pesos Pesados a 8 de Junho de 2002, no The Pyramid em Memphis.

Desequilíbrio Pessoal


A vida pessoal de Mike Tyson sempre foi uma enorme confusão. Desde a sua juventude até ao estrelato. Foi abandonado pelo seu pai aos dois anos de idade num lar. Aos 11 entrou pela primeira vez num reformatório depois de condenado por pequenos delitos. Aos 13 foi descoberto por Cus D’Amato que se tornou treinador e responsável pela sua carreira. Aos 15 foi campeão juvenil de boxe nos Estados Unidos e aos 20 tornou-se o mais jovem campeão do mundo de pesos pesados.


Legalmente foi casado três vezes e teve seis filhos de várias mulheres. Na confusão da sua vida amorosa teve dezenas de namoradas, fui acusado e condenado por violação, preso inúmeras vezes por condução sob efeito das drogas, por cenas de “pancadaria”, entre muitas outras “confusões”.


O primeiro casamento foi com a actriz Robin Givens, durou apenas um ano, e foi marcado por inúmeras acusações de violência, maus tratos e instabilidade emocional. Ela caracterizou-o como “maníaco depressivo” em directo num programa televisivo na ABC com Barbara Walters, numa altura em que ainda era casada com o pugilista. Nunca tiveram filhos, mas ela alega ter tido um aborto espontâneo, algo que Mike Tyson nega, pois afirma que ela só usou este argumento para obrigá-lo a casar.


O segundo casamento aconteceu a 19 de Abril de 1997, durou seis anos, com Monica Turner. No processo de divórcio, pedido pela mulher consta como razão “adultério cometido durante cinco anos, sem que nunca tenha assumido a culpa ou mostrado arrependimento”. Com ela teve dois filhos, Rayana (hoje com 12 anos) e Amir (11 anos). Diga-se que o pugilista teve mais quatro filhos de outras três mulheres. A sua filha mais nova morreu em Maio do ano passado, sendo que Tyson voltou a casar--se a 6 de Junho deste ano com Lakiha Spicer.


Polémica na áfrica do sul Mike Tyson abraça um estudante em Joanesburgo, África do Sul, em 2008.Nessa altura, Jacob Zuma, líder do governo, recusou-se a participar numa festa de caridade organizada pelo boxeur com o objectivo de recolher fundos para a luta contra os abusos infantis.

 

Condenado e preso

Mike Tyson passou mais de três anos preso. A história remonta a 19 de Julho de 1991 quando Desire Washington, Miss Rhode Island, o acusou de violação num quarto de hotel em Indianapolis. De acordo com a versão que vingou em tribunal, ela chegou com ele na limusine para jantar. Chegados ao quarto fez alguns avanços sexuais, sendo que após a recusa dela, ele usou a força e forçou- -a manter relações sexuais, apesar dos apelos de Desire. Ela fugiu em seguida e apresentou queixa.


O pugilista sempre negou esta versão, sendo que defendeu que tudo foi feito com a cooperação de Denise. Testemunhas importantes deste caso foram o médico de emergência que a tratou, Dr. Thomas Richardson, que confirmou que ela podia ter sido violada e o motorista de Tyson, que confirmou igualmente o ar de pânico e terror com que ela saiu do hotel. Muitos dos jornalistas que acompanharam o julgamento dizem que ele acabou por ser condenado devido à sua postura, apresentando-se agressivo e nada cooperante com os advogados.


O júri deliberou durante cerca de 10 horas e condenou-o. De acordo com o direito de Indiana, o réu condenado deve começar logo a cumprir a sentença de prisão logo após a sentença ter sido aplicada. A 26 de Março foi condenado a dez anos, seis anos de prisão e quatro de liberdade condicional. Cumpriu três anos, saiu por bom comportamento, convertido ao islamismo e com um novo nome, Malik Abdul Aziz. Ainda hoje muitos pensam que se tratou de um golpe de vingança do ex-manager de Tyson na altura, Don King, um dos homens mais poderosos neste desporto. Mas a sua vida mudou para sempre.
 
Fonte: Opaís

Rádio Jet7 Angola

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