Mel Gambôa adere à manifestação contra preço dos combustíveis em Angola

Mel Gambôa adere à manifestação contra preço dos combustíveis em Angola

A actriz e empresária angolana “Mel Gâmboa” aderiu à uma campanha contra o aumento do preço dos combustíveis em Angola, agendada para esta segunda-feira (4), através de uma iniciativa lançada nas redes sociais, e refere que se trata de uma manifestação pacífica, sem rosto e do interesse dos angolanos.

“Amados compatriotas,

Após a veiculação da proposta de manifestação pacífica (todo mundo dentro de casa e ninguém sai para nada) para amanhã 4 de Maio de 2015, pude sentir o fervor da necessidade de mudança e também o medo, muitas vezes disfarçado de cepticismo.

Muitas pessoas alegaram que têm filhos/família para sustentar e dar de comer, principalmente, outros alegaram actividades por conta própria que precisam ser cumpridas e outros falaram da questão da saúde e das situações de urgências. Ainda houve quem falou no risco de perder o emprego, no risco das crianças perderam provas pelas que tanto estudaram, no risco de sofrer algum "ataque" da polícia, em riscos de todo o tipo que eu até fico assustada em quanto é arriscado não se fazer absolutamente nada.

Pois bem: todos vocês têm razão. As vossas questões são legítimas.

As vossas questões são tão legítimas como quem nas exactamente mesmas situações e circunstâncias, só quer dizer BASTA e pôr de maneira pacífica um travão em tudo que TODOS estamos cá, em Angola, a viver.

Agora uma coisa é certa: NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM vos está a colocar uma arma na cabeça e a obrigar-vos a aderir à essa greve nacional, a esse boicote, a essa manifestação, não é verdade camaradas?

Pensem bem? Nenhum/a de vocês é obrigado/a a NADA. NADA!

Ninguém vos obriga a pagar o novo preço do combustível, ninguém vos obriga a pagar as coisas pelo preço que elas já subiram (nem o leite e iogurte das crianças, nem o vosso pão, funge, carne e peixe), ninguém vos obriga a viver sem electricidade na rede porque muitos até tem gerador, ninguém vos obriga a viver sem distribuição de água porque muitos até têm tanque e pagam camiões cisterna para encher, ninguém vos obriga a pagar a renda, etc.

Portanto ninguém vos obriga a aderir à manifestação pacífica - cada um nas suas casas.

Se não reclamam de todas aquelas coisas que vocês não são obrigados/as a fazer, porquê que estão a reclamar disso?!?!?!

Fica em casa quem quer, vai continuar a sua vida quem se sente obrigado a prestar contas a um sistema que lhe oprime e tem quem o manipula e ponto. Cada um faz como entende e paz e amor gente.

Angola e os angolanos amamos a paz profundamente”, escreveu na sua página de Facebook.

Mel Gambôa manifestou-se também contra alguns meios de comunicação e jovens, que na sua óptica, estão a tentar passar uma informação errada ao público, divulgando a ideia de que este movimento foi criado por si, tornando-a num alvo desnecessário da opinião pública e do poder político angolano:

“Queria fazer uma nota de repúdio informal e breve por esta via, ao Observatório de Imprensa. Net e a todas as pessoas que estão a transformar o meu abraço a causa da manifestação pacífica de amanhã dia 4 de Maio de 2015 em algo que não é. Eu não sou a mentora dessa acção (bem que gostaria que essa ideia genial tivesse sido minha) e simplesmente não faço a menor ideia de quem seja.

É com grande consternação que vejo jovens sedentos de "glória" transformando - me a mim num alvo desnecessário ao escárnio público e a atenção das forças do poder político que rege este país”, desabafou.

Usando também a sua página de Facebook, Mel Gambôa decidiu provar que aderiu de facto à “manifestação pacífica”, que tinha como objectivo ficar em casa nesta segunda-feira:

“4 de Maio de 2015. QUEM FICOU EM CASA PÕE A MÃO NO AR. Só partilha e coloca no perfil quem aderiu de corpo e alma a manifestação pacífica!”, lê-se num dos textos publicados hoje, segunda-feira, por Mel Gambôa.

Fonte: Jet7 Angola

Rádio Jet7 Angola

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