Lulas da Piaxão, Gaby Moy e Legalise preenchem cartaz do Musongué da Tradição

Lulas da Paixão, um dos convidados para o Musongué da TradiçãoLuanda - Os músicos Lulas da Paixão, Gaby Moy e Legalise terão a responsabilidade, neste domingo (07), de animarem o público que acorrer ao Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda, no âmbito da edição de Julho do programa Musongué da Tradição.

 

Com o suporte instrumental da Banda Movimento, Gaby Moy e Legalise terão ainda a incumbência de levarem os fãs a uma incursão aos repertório dos emblemáticos David Zé, Óscar Neves e Urbano de Castro.

 

De acordo o responsável da casa, Estêvão Costa, que avançou a informação hoje, segunda-feira, à Angop, recordar David Zé, Óscar Neves e Urbano de Castro, três figuras de realce da música popular angolana, motiva uma preparação rigorosa do evento, que tem o seu inicio marcado para as 11 horas e com fim previsto para as 17 horas.

 

“A existência da casa tem um propósito. Estou a falar concretamente da promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida entre às décadas de 1960 a 1980. Felizmente temos alcançado os nossos objectivos, pois mensalmente brindamos os frequentadores do espaço com o que de melhor se produziu nos anos em referência”, reforçou.

 

Perfil dos artistas convidados

 
Lulas da Paixão
 

Compositor e artista, Lulas da Paixão, nome artístico de Sebastião Paulo, nasceu, em 11 de Novembro de 1946, em Luanda, na Ilha do Cabo.

 

Começou a carreira, em 1957, como vocalista do grupo A Caravana. A grande projecção deu-se em 1968, quando actuou, com o extinto grupo Musangola, no projecto cultural Kutonoka.

 

No seu repertório constam, entre outras, as músicas “Kamaca”, “Menina Wemita”, “Madia”, “Nguami Maka” e “Ixi ya Muangana”.

 

Para os seus fãs, prevê-se que Lulas da Paixão cante, entre outras músicas, Kamaca", "Menina Wemita", "Madia", "Nguami Maka", "Ixi Ya Muangana", “Papa ni Mama” e “Garan”.

 
Gaby Moy
 

Gaby Moy é uma referência da música angolana da geração de 1980, cujo primeiro trabalho discográfico foi “Vizinha Zongola” lançado em 1992, que o guindou no topo da música angolana, naquela época.

 

Fazem ainda parte da sua discografia o disco Semba Kizomba (1994), Tu Mbanza Muá Ngola (1996), Quem Procura Acha (1998), “Angikitá (2000), “Músicas do Musseque” (2003) e “Angolanissimo” “2009”.

 
Legalise
 

O músico é intérprete do tema “Na Gajajeira”, uma canção que tem sido uma referência no music hall nacional.

 
Os homenageados
 

David Gabriel José Ferreira, mais conhecido por David Zé, nasceu a 23 de Agosto de 1944, em Kifangondo, Luanda. Foi director musical do agrupamento Aliança FAPLA-POVO e foi incumbido pelo Presidente Agostinho Neto a assistir aos festejos da Independência de Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, onde interpretou a canção "Quem matou Amílcar Cabral".

 

David Zé foi um dos músicos míticos da revolução angolana. Com letras dotadas de um conteúdo de carácter muito politizado, defendia nas suas canções as ideias nacionalistas do MPLA.

 

Do seu repertório constam, entre outros, os temas “Merengue Santo António", "Namorada do Conjunto", "Kalumba Yó".

 
A sua discografia é constituída por 14 singles.
 

Urbano de Castro foi um artista que pela grandeza do seu legado, nas décadas de 60 e 70,

atravessou indiscutivelmente gerações, deixando referências irrecusáveis no tecido cultural nacional. Em apenas cinco anos de carreira, gravou mais de 50 músicas, batendo um recorde invejável de dez músicas por ano.

 

Teve igualmente o privilégio de gravar com os melhores agrupamentos existentes à época como os Kiezos, Jovens do Prenda, África Ritmos, África Show, Super Koba e Águias Reais.

 

Entre as músicas de maior sucesso, destacam-se “Rumba Gilojo”, “Fatimita”, “Merengue Urbanito”, “Adeus Perdoa”, “Rosa Maria”, “Mukongo”, esta última foi uma homenagem ao seu avô que havia sido caçador.

 

Óscar Neves começou a tocar “caixa” em 1964, no conjunto Dimba Ngola.

 

O Musongué da Tradição é um programa que começou em Fevereiro de 2007 e visa a promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida nos anos 60, 70 e 80.

 

O ex-Centro Cultural e Recreativo Maria das Crequenhas, localizado no município do Rangel (Luanda), tem na sua grelha os programas "Farrar ao antigamente", "Show à Sexta-feira", "Encontro e convívio entre artistas", bem como a exibição semanal de peças teatrais de diversos grupos da capital do país.

 

Fonte: Angop

Rádio Jet7 Angola

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