Keima Roupa falam de polémicas em torno do grupo

O grupo de rap Keima Roupa esteve no programa, "Jovial Cidade" onde falou toda a verdade sobre as questões polémicas com que se têm deparado durante a carreira. Na véspera do seu grande show, a acontecer dia dezoito no Cine Atlântico, DK e Wrap Gingo fizeram algumas declarações sobre os problemas que outrora tiveram e contaram um pouco da trajectória do colectivo que lançou no mercado um estilo de música diferente com o nome “Scalingui” .

 

A primeira questão, respondida pelo grupo na voz de rap Gingo, foi sobre o facto de no passado representarem o estilo de Underground onde interpretavam músicas interventivas e hoje cantarem um estilo mais comercial:

 

"Nós não deixamos de cantar músicas de intervenção social, isso é mentira. Em cada álbum que lançamos temos músicas com estas características e acrescentamos também ritmos para as pessoas dançarem. As pessoas precisam de perceber que música é vida e a vida não tem só aquele lado sombrio, escuro e triste, também existe o lado alegre. Nós fazíamos parte do circuito fechado de forma individual não como "Keima Roupa", começamos a cantar há muito tempo e naquela altura o que batia eram músicas interventivas. Isso foi o que me chamou atenção no rap. Nós continuamos a fazer músicas com críticas e não fugimos deste estilo como podem ver na faixa "Problemas".
 

Os artistas aproveitaram para esclarecer o elenco do grupo uma vez que muitos não percebem a sua constituição e criaram rumores que o grupo expulsa um elemento todos anos:

 

"As pessoas não percebem que Keima Roupa sempre foi constituído por duas pessoas apenas. As obras sempre mostraram isso, as vozes principais eram apenas de DK e Wrap Gingo. O Kill Vil apenas fazia Background. Ele não foi expulso porque não era um membro, acompanhava-nos nos concertos e dava-nos suporte nas performances. Esse trabalho agora está a ser a feito pelo nosso nigga Sky. Nós já subimos ao palco com várias pessoas, entre elas o Rico que venceu o big brother também já foi nosso background. No rap essas coisas são normais."
 

Sem papas na língua os músicos falaram sobre os problemas que tiveram com algumas personalidades dentro do mundo da música e aproveitaram para mandar um recado para o grupo Nice Zulu e BC:

 

"Nice Zulu e BC lançaram uma mixtape e "beefaram-nos" numa das músicas devido à nossa forma de estar no mercado e esta nossa forma de estar no mercado não nos permite responder a qualquer um. Nós ouvimos a música deles e analisamos da seguinte forma: Se o beef bater vamos endireitar os indivíduos e se não bater eles não tem hipóteses de terem resposta. A nós não interessa quem seja, se nos beefa será arrastado. Eles até são bons rappers mas tem de criticar com precisão e essa crítica para nós foi muito leve e baixa. Como essa música deles não fez sucesso nenhum nem respondemos, eles é que bateram na rocha, estão frustrados, foram infelizes. Cuidado: para nos criticar é preciso analisarem bem, não soltem os dragões se não haverá guerra."

 

DK também falou das desavenças que teve com Camilo Travassos, o agente de Anselmo Ralph, e com o radialista Adilson Santos:

 

"Tivemos sim desentendimentos, e são pessoas por quem antes disto tinha muita consideração. Fui eu que pedi ao grupo para trabalharmos com eles, eu conheci o Camilo quando tinha quinze anos e hoje ele desiludiu-me. Eles nos aguentaram dinheiro, não foram realistas e não cumpriram o acordo que tínhamos. Era suposto eles produzirem o nosso primeiro show, tinham determinados deveres e direitos, o acordo era simples, eles tinham de agendar as nossas actividades e não fizeram nada. Quando nos encontramos para falar sobre as falhas, eles, mesmo estando errados, ainda achavam que tinham razão e tivemos uma discussão quente, foi triste."

 

No fim da entrevista o grupo ainda falou sobre um outro "beef" com artista Mega Fofo que recebeu algumas indirectas na música “Areia” :

 

"Nós "beefamos" o Mega na música “Areia” e ele não aguentou por isso não respondeu. Tudo começou quando o Mega Fofo decidiu colar os seus panfletos em cima dos nossos quando estávamos a promover as nossas actividades. Quando fomos falar com ele, a sua atitude foi muito arrogante e dava a entender que estava em cima de nós e devíamos aceitar a situação.

 

Nós arrancamos os panfletos e depois ainda nos encontramos na rua, ele reagiu à nossa atitude fazendo ameaças. Subiu na mota como se estivesse a ir buscar um exercito, mas foi e não voltou mais. Depois nós lançamos a música onde lhe mandamos algumas dicas."

 

No próximo dia 18 o grupo realiza, às 19h00, no Cine Atlântico, em Luanda, um grande espectáculo de apresentação do CD "Skalingui", com a participação de músicos nacionais.

 

Entre os convidados destacam-se Yuri da Cunha, Yola Semedo, Selda, Kelly Silva e o grupo de humor Os Tuneza, além do kudurista Bruno M, Army Squad, Doutor Romeu, Doutor Paím e Tchou Bar, e dos moçambicanos Dama do Blingue e G2.

 

Este ano, o grupo fez uma digressão pelas províncias para apresentar o disco “Skalingui”, que foi bem recebido na Huíla, Huambo, Benguela, Bié, Cabinda e Kuando-Kubango. O objectivo da digressão, de acordo com Bernardo dos Santos, agente do grupo, foi o de divulgar temas do seu mais recente disco e alguns sucessos que notabilizaram a banda.

 

Os Keima Roupa já realizaram espectáculos na Namíbia e em Moçambique. Em Angola deram concertos em várias capitais provinciais como Lubango, Benguela, Huambo, Cabinda, Sumbe e Menongue. O grupo, que foi fundado em Setembro de 2005 na capital do país, por Dércio Ferreira, Gingo Campos e Evandro Silveira e têm três discos gravados: "Bis", "Grito de Aflição" e "Skalingui".

 

Fonte: Sapo Banda

Rádio Jet7 Angola

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