José Eduardo dos Santos desmente alegada paternidade

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, desmentiu segunda-feira, em Luanda, informações postas a circular, este fim-de-semana, pelo semanário Folha 8, relativamente à existência de uma suposta filha sua de 46 anos.

«Uma suposta filha de José Eduardo dos Santos apareceu em Luanda para manter contactos com personalidades próximas à família presidencial, a fim de poder vir a falar com o alegado pai e ter o devido reconhecimento paternal», veiculou o semanário.

A jovem apresenta-se com o nome de Ngutuika Josefa dos Santos, tem identidade registada como Josefina Matias e reclama ser filha do Chefe de Estado angolano.

Em declarações à imprensa, o Presidente da República referiu ser pertinente esta abordagem, «pois é oportuno que se faça um esclarecimento sobre tudo quanto tem sido dito à volta desta questão».

«Eu não li o material, mas familiares meus e pessoas amigas que leram o artigo ou a entrevista falaram-me do seu conteúdo. Claro que fiquei espantado por tudo quanto foi dito», afirmou o chefe de Estado.

Na entrevista, José Eduardo dos Santos, refere que se trata de uma cidadã que se chama Josefa e que procura pelo pai biológico.

«Pelo conteúdo desta entrevista, esta cidadã tem de ter paciência e continuar a procurar o seu pai».

Pelos dados que apresenta, asseverou José Eduardo dos Santos, «a pessoa que procura é outra». «Não é o José Eduardo dos Santos que sou eu».

O chefe de Estado acrescentou que não é a «pessoa [a quem ela] faz referência». «Não sou [tratado por] Edú. Eu sou tratado por José em minha casa e pelos meus familiares».

Durante a infância, na guerrilha, entre outros meandros, referenciou, «todos me trataram por José Eduardo e nunca por Edú», fez questão de recordar.

«Edú é uma pessoa qualquer que ela deve continuar a procurar», disse igualmente, para depois elucidar que chegou ao Congo, Leopoldeville, em Dezembro de 1961, com 19 anos e que «não teve amizades com qualquer família congolesa».

Durante o período, pouco mais de três anos, em que viveu no Congo, antes de se deslocar à União Soviética para conclusão dos seus estudos, José Eduardo afirmou que «não tive qualquer namorada ou amante, pois era altura em que somente pensava em efectuar os estudos".

"Ela deve ter paciência, pelos congos passaram muitos angolanos refugiados e alguns que se instalaram lá por contingência da luta de libertação, pode ser que alguém se tenha chamado Eduardo e Edú e que seja seu pai biológico", esclareceu.

Fonte: Angop

Rádio Jet7 Angola

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