Filme sobre estilo Kuduro apresentado em Lisboa

 

O mais recente filme do realizador Mário Patrocínio, sobre o movimento kuduro, surgido na Baixa de Luanda, esteve recentemente em destaque no festival de cinema DocLisboa.

O cineasta português desvalorizou, em declarações à Angop, a situação política entre os dois países e frisou que não o incomoda porque, em contrapondo, portugueses e angolanos têm “relações de coração”.
 

“Estou muito focado naquilo que realmente é importante”, frisou. “O mais importante é que as pessoas, independentemente das relações políticas, saibam que somos todos seres humanos e temos de nos respeitar”, frisou.
 

O segundo filme do realizador, “I love kuduro”, conta a história do movimento musical que mistura batidas house e techno com ritmos tradicionais. “Sempre me chamou à atenção”, justifica, referindo-se ao “beat forte” e às letras, assim como ao “ritmo frenético” que põe todos “sintonizados”.
 

Mário Patrocínio travou conhecimento com o kuduro durante a faculdade, em meados dos anos 1990, quando acompanhava os amigos angolanos às discotecas de música africana.
 

“É uma música de massas, (...) praticamente não consegues estar parado, faz com que te mexas, com que dances, é uma aproximação ao ritmo cardíaco, mas mais acelerado, isso mexe com as pessoas, seja de onde forem, mesmo que elas não entendam o que está a ser dito”, observa.
 

O projecto nasceu do cruzamento entre o realizador português e o artista angolano Coréon Dú, que “também tinha o sonho de fazer um filme sobre o kuduro”.
 

A produtora portuguesa Bro, co-fundada por ele, estabeleceu uma parceria com a angolana Da Banda e o realizador voltou a Angola, país que teve a “oportunidade” de visitar logo após o fim do conflito armado.
 

Acreditando que as afinidades de cultura e de língua podem fazer florescer parcerias artísticas, assume o objetivo de “juntar as pessoas em prol de algo positivo para todos”.
 

A p Bro, acrescentou, tem apostado em “criar sinergias” entre pessoas e empresas, designadamente do triângulo Portugal-Brasil-Angola, através das quais alguns projectos continuam a passar. “Queremos contar boas histórias”, garantiu.
 

Com estreia mundial no Festival de Cinema do Rio de Janeiro, “I love kuduro” ainda não tem data de estreia comercial em Portugal. O panorama musical de Angola está igualmente representado no DocLisboa com o filme “Death Metal Angola”, do realizador Jeremy Xido, que é exibido no dia 3 de Novembro.

 

Fonte: Jornal de Angola

Rádio Jet7 Angola

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