Escritor angolano Manuel Rui lança nova obra «A Trança»

Escritor angolano Manuel Rui lança nova obra «A Trança»

 

O escritor Manuel Rui apresenta na quarta-feira, às 18h00, na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, o seu novo romance, intitulado “A Trança”, com a chancela da Mayamba Editora.

 

O livro transporta o leitor pelos caminhos da espiritualidade africana através de Maria, quando esta decide ir a Angola pela primeira vez, para presenciar o nascimento do seu avô.

 

O professor de Literatura na Universidade do Estado da Baía, Brasil, Gildeci de Oliveira Leite, afirmou que “Citula, que antes se chamava Maria, tem os olhos verdes e as tranças cor de mel e é tão daquele lugar, quanto todos os angolanos, que, como ela, têm os lábios grossos e o nariz chato”.

 

“Parece que ‘A Trança’ nos quer dizer que são a espiritualidade e a ancestralidade que nos unem. O livro foi feito com tanta perfeição, que o enredo só pode levar a um único lugar: às origens, à ancestralidade”, escreveu Gildeci de Oliveira Leite.

 

A obra vai ser apresentada pela professora e decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto Amélia Mingas. Uma nova edição de “Quem me dera ser onda” vai ser igualmente apresentada no mesmo dia à mesma hora e local.

 

Nascido no Huambo em 1941, Manuel Rui é uma figura incontornável das artes angolanas. Fundador e subscritor da proclamação da União dos Escritores Angolanos, é ensaísta, cronista, dramaturgo, poeta e autor do Hino Nacional de Angola, juntamente com Rui Mingas, além de canções com André Mingas, Carlos do Carmo (Portugal) e Martinho da Vila (Brasil).

 

A sua vertente literária inclui uma vasta obra que tem início em 1967. É autor do primeiro livro de poesia e de ficção publicado em Angola, após a Independência. Galardoado com inúmeros prémios, destaca-se o Prémio Caminho das Estrelas 1980, com “Quem me dera ser onda”, livro já adaptado para televisão e teatro em Portugal, Moçambique e Angola.

 

Este novo romance, de 192 páginas, cuja primeira edição é de dois mil exemplares, faz parte da colecção Nzadi, onde estão incluídos livros de ficção narrativa, crónica, poesia e teatro. Nzadi significa rio em quicongo e traduz a corrente e a torrente imparável do imaginário e da criatividade humana e, em particular, a angolana.

 

Fonte: Jornal de Angola

Rádio Jet7 Angola

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