Entrevista exclusiva à Raissa Botelho do grupo «Foguentas»

Entrevista exclusiva à Raissa Botelho do grupo «Foguentas» sobre a acusação de prostituição

(Fotografia: Raissa Botelho)

 

O Jet7 Angola realizou no dia 17 de Janeiro de 2014, uma entrevista exclusiva à jovem “Raissa Botelho”, integrante do grupo de bailarinas angolanas de nome “Foguentas”, por terem sido acusadas de prática de prostituição, mediante uma conversa telefónica realizada por um jornalista para a Rádio Despertar, ao jovem “Bruno Lamba”, que afirmou ser o empresário das Foguentas, dizendo que elas além de se apresentarem de forma sensual em palco, podiam actuar sem roupa e praticar actos sexuais durante os shows.

 

Entrevista exclusiva à Raissa Botelho do grupo «Foguentas» sobre a acusação de prostituição

(Fotografia: Grupo Foguentas)

 

Esta grave acusação teve repercussões bastante alarmantes nas redes sociais e meios de comunicação angolanos, pois, coloca em causa os bons valores morais e denigrem o nome da mulher angolana e da juventude em geral, que luta para preservar os poucos valores morais que ainda restam nesta sociedade cada vez mais ausente de bons princípios.

 

Leia a entrevista realizada pelo Jet7 Angola:

 

Jet7 Angola: Raissa, o que tens a dizer sobre a acusação feita pela Rádio Despertar?

 

Raissa Botelho: A acusação feita por essa rádio não é válida... Eles estão conscientes que não somos nós, mas como querem fama e mais audiência decidiram sujar o nosso nome porque a mulher do Nagrelha faz parte do grupo. É uma maneira de afectar o músico.

 

Jet7 Angola: Quem é o Bruno Lamba?

 

Raissa Botelho: Nós não conhecemos o tal Bruno Lamba de lado algum, durante esses dias, ficamos a saber que é um morador do Cazenga e é animador, localizámos a casa dele, mas ele não estava em casa. As Foguentas não têm nada com isso, as meninas que trabalham com ele vivem no Cazenga e nós não vivemos no Cazenga. Nota-se mesmo que ele é vazio e de muito baixo nível e quer fama a qualquer custo. O tal Bruno Lamba não é e nunca foi nosso agente, se calhar é um sonho que ele teve.

 

Jet7 Angola: Como é que são as vossas actuações?

 

Raissa Botelho: Acredito que muitos de vocês sabem e também já viram-nos dançar em algum lugar e sabem muito bem que não tiramos a roupa em palco e muito menos praticamos actos sexuais em pleno palco. Está bem que nas actuações nos apresentávamos mal por causa das nossas roupas, posso assim dizer, mas isso não quer dizer que fazemos prostituição. Não aceitamos e nunca dançamos em particular. Actuávamos em festas, discotecas, mas não em despedidas de solteiros. O grupo sempre actuou com roupas sensuais, agora praticar actos sexuais em pleno palco! Desculpa, mas ainda somos muito mulheres.

 

Jet7 Angola: Quanto cobram por actuação?

 

Raissa Botelho: Nós cobramos 2500 USD por actuação. Não nos venderíamos por essa quantia de dinheiro (200 USD segundo Bruno Lamba), e muito menos trabalharíamos com esse tal Bruno Lamba. Nós não precisamos disso para sobreviver, não vivemos mal, não passamos fome, temos as nossas famílias, trabalhamos, estudamos e jamais faríamos prostituição, ainda mais por esses valores...O Angolano só sabe olhar para o mal, só sabe criticar…não param para pensar e nem analisar os factos.

 

Jet7 Angola: Achas que foram acusadas sem pensarem nas consequências?

 

Raissa Botelho: Eles com certeza não pensaram nas consequências, fizeram a acusação por fama.

 

Jet7 Angola: Como pensam resolver este caso?

 

Raissa Botelho: Esse caso será entregue à justiça, vamos processar a rádio, o locutor e os jornalistas. Esses são o tipo de pessoas que morrem sem saber o porquê, falam sem pensar, hoje estão com medo de aparecer, mas como estamos a tratar disso na justiça, com certeza vão aparecer.

 

Raissa Botelho: A Rádio Despertar vai apagar, porque isso é calúnia e difamação, nenhum jornalista faz isso, mas já que eles acham que estão no direito deles ok, mas não é sujando o nosso nome.

 

Jet7 Angola: Alguma coisa mudou na vossa vida depois desta acusação?

 

Raissa Botelho: Nós estamos de cabeça erguida, não paramos de viver a nossa vida, nossa rotina não mudou, os nossos companheiros idem, os nossos amigos estão do nosso lado, sabem que jamais faríamos coisas do género, os nossos fãs também estão connosco e o resto é somente resto, ninguém sobrevive de restos e muito menos nós artistas. Entregámos tudo à justiça do homem, e à justiça de Deus, que com certeza essa não falha.

 

Jet7 Angola: O vosso grupo ainda actua? Quem são os elementos do grupo?

 

Raissa Botelho: O grupo já não existe há quase um ano, nunca tivemos uma líder, cada uma tinha a sua função. O grupo era composto por 5 raparigas: Luna Vambano, Sónia Gomes, Raissa Botelho, Eliza Marques e Marina Teixeira (Weza).

 

Raissa Botelho: Já não dançamos porque decidimos assim. Nós temos outros objectivos na vida, outros sonhos, e enquanto somos jovens frescas, decidimos começar a tratar deles, a correr atrás deles, porque o tempo é muito curto, então decidimos parar e fazer coisas que mais tarde nos darão bons resultados e não uma prostituição suja de 200USD (conforme afirma Bruno Lamba).

 

Para finalizar a entrevista, Raissa Botelho deixa uma mensagem às mulheres em particular:

 

“Estamos é com pena de muitas mulheres que pensam que nos julgando e nos chamando esses nomes feios acham que baixam a nossa autoestima, estão muito mal enganadas, nossa autoestima está sempre no alto minhas irmãs, isso só prova que vocês têm inveja, dor de cotovelo, porque os vossos companheiros olham para nós, porque não tem outra justificação para essa vossa raiva. Por acaso vocês têm provas?

 

Minhas queridas, isso não nos atinge, nós continuamos firmes e fortes, o grupo já não existe, mas a nossa amizade é para sempre, para abrir a boca e chamar nomes é rápido irmãs, vão mas é tratar das vossas vidas que não devem ser um exemplo, e deixem a nossa vida em paz. É inveja dos corpos, lindas? Vão malhar! Dos rostos lindos? Vão ter que nascer de novo! Das nossas vidas? Trabalhem e dará certo, vazias...Somos tipo pastilhas queridas, mesmo a boca a vos doer, vão estar sempre a falar de nós.”

 

Fonte: Jet7 Angola

Rádio Jet7 Angola

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