Entrevista com o grupo «As Afrikanas»

Já nasceram com a dança nas veias, mas, além da cabeça do grupo, Silana, só recentemente começaram a ter contacto com a música. Depois de aulas de canto sentiram-se preparadas para lançar o primeiro álbum. O single, que não comercializaram foi um êxito nas suas carreiras.

 

O caminho até ao estrelado não foi tarefa fácil, depois de muitas portas fechadas, finalmente encontraram o seu 'anjo da guarda', Matias Damásio que as recrutou para dentro da 'Arca Velha'.

 

Silana, Neyde, Serafina, Clyde e Jandira são os nomes das cinco jovens angolanas que conquistaram o coração de milhares de pessoas.


Quando foi lançado o vosso primeiro single?

R: No dia vinte e dois de novembro de 2011. É um projecto que carrega duas músicas, “Scalinguindon” e “Ouve-me e confia”, o CD foi oferecido às pessoas, não o comercializamos.

 

Como se sentiram com o sucesso que a vossa primeira música atingiu?

R: É muito gratificante para nós porque conseguimos isso por mérito próprio. o facto de já termos uma trajectória  como bailarinas também ajudou e acredito que pessoas que sempre nos acompanharam continuam a seguir-nos nesta fase. Admiitimos que existe muita gente que não gosta e não aceita a nossa existência como cantoras, mas entendemos e respeitamos porque não conseguimos agradar a gregos e a troianos, mas estamos satisfeitas com os nossos feitos, já sabíamos das dificuldades que iriamos encontrar, mas o que nos tem acontecido superou as expectativas.

 

Vocês têm tido muitos shows?

R: No princípio estava difícil. Aparecíamos mais na televisão e não muito em shows, mas depois de gravarmos o vídeo clip temos tido muitos shows. Já fizemos  varias apresentações sem receber nada em troca, mas felizmente este quadro já mudou. Por mês o que ganhamos com os eventos é razoável e depende de muita coisa, mas entramos na campanha política e tivemos varias apresentações ultimamente.

 

Falem-nos um bocado da vossa produtora musical...

R: O Matias Damásio abriu uma produtora com nome “Arca Velha” para poder gerir a carreira das Afrikanas. Tudo o que está ligado ao grupo, em relação a shows, contratos publicitários é a produtora que se responsabiliza. Já tivemos contratos com a movível, agora temos outro com Unitel “Toques de espera” e recebemos varias propostas que a produtora decidiu meter em Stand By por achar que não é o momento certo.

 

Como surgiu o nome Afrikanas?

R: Quando nos juntámos não tínhamos nome éramos chamadas as meninas do Bounce, fizemos alguns trabalhos com o Humorista Calado Show e sugerimos-lhe que nos desse um nome com características das nossas origens para casar com estilo ocidental que apresentamos, ele sugeriu que fosse Afrikanas, e nós gostámos. Foi o Calado Show que nos deu este nome.

 

Quem é que produziu os vossos vídeos?

R: O Scalinguindon foi feito na África do Sul, para um primeiro vídeo clip tivemos uma super produção, o segundo vídeo da música “Somos serias” foi gravado em Portugal e realizado pela MOP, temos um vídeo que ainda não foi lançado e gravamos aqui em Luanda realizado por angolanos residentes na América.

 

A música “Somos serias” recebeu muitas criticas. Como é que vocês reagiram a isso?

R: Reagimos bem. Nós lançamos o “Somos serias” na tentativa de alertar o pessoal, já tínhamos outras músicas para lançar, mas preferimos esta música para causar um alvoroço porque sabíamos que ela teria impacto.

 

Vocês consideram-se mulheres sérias? Porquê?

R: Nós somos muito sérias, porque sabemos o que queremos, de onde viemos e onde estamos. Por estas razões consideramo-nos sérias e andamos metidas com pessoas igualmente sérias.

 

Já vos ouvimos a cantar Rap e R&B neste álbum. O que iremos encontrar mais?

R: Gravámos algo com Tchoboli e temos dois Zouks no CD. Além destes estilos as pessoas poderão ouvir o que sempre apresentamos Rap e R&B. O CD terá dez faixas musicais e a maior parte dele foi produzido pelo Matias Damásio, será lançado em Outubro com data a anunciar. Qual é a reação que esperam do publico? R: Nós temos um bom publico e acredito que a reação será boa.

 

Que conselhos deixariam aos jovens que queiram seguir os vossos passsos?

R: As pessoas falam sempre que nós caímos de paraquedas, mas não é verdade porque muitos não sabem nada sobre o que passámos para chegar até aqui, e o nosso conselho é o seguinte, se gostam sigam em frente, se não sabem estudem, aprendam porque o caminho é para frente, se realmente gostam disto, não desistam.

 

Depois deste projecto as Afrikanas já têm algo para o futuro?

R: Temos sim,  mas para nós o futuro é uma dádiva e as Afrikanas vivem intensamente o presente para poder dar muito no futuro...

 

Fonte: Sapo Banda

Rádio Jet7 Angola

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