Entrevista com Lukénia Gomes, apresentadora da TPA

É “transparente” em tudo na sua vida

Com apenas 26 anos de idade, Lukénia Nareth de Castro Gomes, ou simplesmente Lukénia Gomes, já passou em programas como o Flash, o Bounce, Cine TV ou o Viagens. A actual apresentadora do programa Levanta o Som da TPA 2 contou-nos que mesmo tendo passado por estes programas, ainda não se considera famosa, mas conhecida pelos trabalhos que tem feito. Acompanhe a entrevista em exclusivo com esta que foi um dos primeiros rostos do canal 2 da TPA e trabalha em televisão há seis anos.
 
SAPO: Lukénia, quando e como começou a carreira em televisão?
 
L.G.: A minha carreira em Televisão começou há sensivelmente seis anos, aquando da minha participação num casting promovido pela Semba Comunicação a fim de encontrar novos talentos que quisessem entrar para televisão. Graças a Deus tive a sorte de estar entre os três finalistas e a partir desta altura eu disse: bem! Tenho meu emprego já que estou no mar agora é só remar.
 

SAPO: Conte-nos um pouco mais dos programas que já fez na TPA 2?
 
L.G.: Hmmm! São poucos anitos na televisão mais já tive a oportunidade e também a honra de fazer parte de alguns programas como: O “Flash”, o “Bounce”, o “Levanta o Som”, o programa “Viagens” também já dei a cara para o programa “Cine Tv” e já fiz directos no programa “Dia a Dia”, num total já passei por seis programas.
 
SAPO: Como está ser a experiência do novo programa “Levanta o Som”?
 
L.G.: É uma experiencia boa, muito interessante e a nível profissional exige muito de mim, isso porque quando comecei a fazer programas em televisão comecei em reportagem e é muito mais fácil porque dá-nos mais liberdade e se calhardeixa-nos mais à vontade. Agora quando passei para o estúdio, porque o programa é gravado em estúdio, aí sim eu vi a responsabilidade do que é fazer televisão.
 
SAPO: Que conceito tem o seuprograma e de que maneira ele ajuda na divulgação da música angolana?
 
L.G.: O conceito do programa é simples, é um programa 100% angolano e com carimbo angolano no que diz respeito à música. A nossa pretensão é valorizar a música e os artistas angolanos, eu  não sinto que esteja a ajudar os músicos com o meu programa. Pelo contrário, o programa precisa dos artistas para fazerem a divulgação das suas músicas como também os artistas precisam do programa para que então esta “permuta” funcione da melhor maneira possível. Resumindo é sempre uma mais valia para o programa e para os artistas angolanos no geral.

 

SAPO: O que mudou em si durante estes anos de repórter e apresentadora?
 
L.G.: O meu amadurecimento é mais visível aos olhos de quem me tem acompanhado. Claro que existe uma evolução notória porque há algumas coisas que eu fazia de forma empírica que agora já consigo fazer com conhecimento científico. É importante quando fazemos televisão estudarmos muito, pesquisarmos bastante e em mim mudou muita coisa, quem está atento de certeza que deve estar a par das mudanças.
 
SAPO:Deu a cara por uma campanha contra a violência doméstica. Como foi e que outras causas defenderia?

L.G.: Dei sim o rosto, foi um convite muito interessante, calhou bem. Achei louvável quando saiu a campanha contra a violência doméstica, abracei de imediato o projecto por ser uma problemática não só de Angola mas mundial. Então, se nós podemos ajudar com palavras e incentivos, porque não abraçar um projecto como este?
 
E claro que estou aberta a outros projectos de solidariedade, de quando em vez participo sempre em actividades como visitar um lar de crianças. É muito bom fazer isto.
 
SAPO: Como tem lidado com a fama?
 
L.G.: Eu muito sinceramente não me considero famosa. Famosa é a Beyoncé, a Angelina Jolie estas sim são, por estarem sempre em destaque no mundo inteiro, eu meconsidero conhecida pelo trabalho que faço, o reconhecimento do meu trabalho é muito gratificante e exige muito de mim. Mas não é fácil trabalhar sobre o olhar atento de todos os angolanos e daqueles que nos acompanham através da TPA internacional.
 
SAPO: O que tem feito para que seja um exemplo para a juventude?
 
L.G.: Querendo ou não sei que acabo por ser referência para algumas pessoas, mas mesmo assim procuro sempre viver à minha maneira, não me retraio na forma de viver, mas é claro que algumas vezes temos que viver de forma regrada para não ferirmos a sensibilidade daqueles que acreditam em nós.
 
Através do meu trabalho, do meu comportamento, da minha conduta eu procuro ser transparente em todos os sectores da minha vida, profissional, académica, pessoal. Quem olhar para mim e achar que deve tirar alguma coisa boa ou proveitosa para si, eu fico muito muito feliz.
 
SAPO: Como está a sua vida após a separação?
 
L.G.: A minha vida está boa, está fantástica, está interessante e chega uma altura em que nós temos que vestir vários papéis é como ser actriz. Eu pelo menos visto o papel de mãe, de pai, de amiga. Após a minha separação eu entendi que nós mulheres acabamos por perceber que temos uma certa militância que incomoda muito o lado masculino e já passaram três anos desde a minha separação. Procuro viver de forma mais séria e mais à vontade.

 

Fonte: Sapo Angola

Rádio Jet7 Angola

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