Eduardo Paím rompe silêncio com lançamento de novos álbuns

Eduardo Paím faz a apresentação, dentro de dois meses, na Praça da Independência, em Luanda, do primeiro dos seus dois novos discos, anunciou o compositor e intérprete angolano na terça-feira, em entrevista ao Jornal de Angola.

 

Um dos álbuns chama-se "Etu Mu Dietu" ("Entre Nós", na língua kimbundo), que inclui 12 músicas. O outro é um "The Best", que engloba alguns sucessos dos seus 30 anos de carreira.

 

De acordo com Eduardo Paim, o projecto "Etu Mu Dietu" resulta de muita reflexão, ponderação e, sobretudo, lucidez. "É uma forma de abandonar esse silêncio; de acabar com esse fosso que dura muito tempo. Acredito que o álbum vai cair no goto das pessoas", garantiu.

 

Em relação ao projecto "The Best", o músico revela o mesmo optimismo. "Tenho a felicidade de juntar mais de três décadas como cantor. Não é pouco tempo".

 

Embora as duas obras estejam praticamente prontas, o músico e os seus colaboradores directos divergem acerca da ordem de lançamento. "Estamos agora a travar um saudável 'braço de ferro' e vamos ver quem ganha", brincou. 

 

Nas previsões de Eduardo Paím está, igualmente, um espectáculo para compensar os fãs que, no passado dia 23 de Abril, compareceram no estádio da Cidadela, para assistir à sua actuação no "Show da Saudade", que não aconteceu.

 

Na ocasião, o cantor disse ter percebido que "a preferência do público recaía sobre alguns 'pólos' dentro do elenco proposto. Obviamente, eu tinha uma boa parte desta primazia.

Na altura, trouxe de Portugal uma banda preparada para oferecer ao público aquelas músicas bonitas, que nos deram a notoriedade. Pena é que a prioridade tenha ido para os convidados".

 

"Kambuengo", como também é chamado, não chegou a actuar na Cidadela, devido a problemas de programação, justificou um membro da organização do "Show da Saudade". O elenco juntou mais de seis bandas e músicos individuais, o que levou o espectáculo a prolongar-se para além das 5 horas da manhã. Para atender alguns fãs, Eduardo Paím apresentou-se, a 1 de Maio, na Ilha de Luanda.  

 

Por definir, fica, entretanto, a data para o espectáculo que o músico diz dever aos angolanos. "O espaço que pretendemos é desportivo, o que nos faz depender de uma agenda de terceiros. Nas lacunas desta agenda é que podemos fazer o nosso evento. Portanto, estamos a preparar as coisas para que o espectáculo tenha uma data definitiva, sem o receio de abortar.

 

Depois do que aconteceu na Cidadela, não posso anunciar uma data que, a seguir, falha. Não quero isso", assegurou. Depois do que assistiu na Cidadela, o cantor acredita que o espectáculo que propõe será um sucesso. "Espero por um grande público. E o Miami provou-me isso. Se este espectáculo, do Miami, fosse anunciado com muita antecedência, o espaço seria muito pequeno. E o que ali fiz, com a minha banda, foi apenas algo do que estava preparado para a Cidadela, porque alguns integrantes já tinham regressado a Lisboa", explicou.

 

Eduardo Paím instalou-se definitivamente no país e agora diz-se motivado a assumir uma série de atitudes e posições públicas, condizentes com o seu estatuto social e profissional. "Agora vêem-me muito mais motivado, muito mais confiante.

 

Tenho o patrocínio do próprio tempo, da história. Não tenho razões para estar cabisbaixo. Olho para trás e orgulho-me do que vejo. Muitos me seguiram e se eu não prestasse não o fariam", assegurou o cantor.

 

Eduardo Paím diz admirar 60 por cento dos músicos angolanos da nova geração. Acrescenta que aprecia tudo, desde os trovadores, rappers e kuduristas aos cantores do semba e da kizomba.

 

Ele destaca nomes como o de Danny L, Konde, Matias Damásio, Yuri da Cunha, Pérola, Ary (a sua preferência vocal feminina), Yola Semedo e agora o Puto Português, entre muitos outros. A alguns, "Kambuengos" sugere que aprendam um pouco mais.

 

"Que vejam isso como um conselho e não um insulto", avisou o compositor e intérprete que já lançou dez discos.

 

Fonte: Jornal de Angola

Rádio Jet7 Angola

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