Comunicado CasaBlanca: Caso de burla de 400.000 USD por empresário americano

Riquinho


A CASABLANCA vem por intermédio deste comunicar que não foi consumada a vinda dos músicos america- nos nas datas previstas para participarem nos espectácu- los da Cidadela Desportiva (dia 30 de Dezembro) e Fes- ta de Révellion (dia 31 de Dezembro e dias 1 e 2 de Ja- neiro) conforme publicidade em vários órgãos de comuni- cação social.


A razão da não vinda dos referidos músicos, deve- se a uma burla que fomos alvo por parte do empresário americano, Patrick Alocco, que agenciou a vinda dos grupos, onde após ter recebido USD. 400.000.00 (quatrocentos mil dólares) na sua conta (conforme an- exos), não trouxe os artistas no dia 29 conforme o acordado, tendo-se refugiado na Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, depois de ter sido resgatado na DNIC, por ordens da Comandante Provincial da Polícia de Luanda, Comandante Geral da Polícia Nacional e do Senhor Ministro do Interior, que intervieram junto do Director Ajunto de Investigação Criminal para que se soltasse o criminoso a mando de ordens superiores.


Assim sendo, o Vice-cônsul dos Estados Unidos da América foi buscar o americano burlão e criminoso, que já tinha con- fessado o Crime de Burla e fuga (abandono do Hotel Alvalade às 9 da manhã), ficando em liberdade e com os USD. 400.000.00. Estrategicamente, a DNIC para não atropelar ou cometer algum deslize jurídico, deixou o americano partir em liberdade, mas a pedido do queixoso (CASABLANCA) interditou a saída dos empresários americanos, o que viria a acontecer na madrugada do dia 2 do mês em curso, quando a coberto da Embaixada dos Estados Unidos e sob protecção diplomática os empresários tentavam abandonar o país sem restituir os valores recebidos, havendo a pronta intervenção dos Serviços de Migração e Estrangeiros fazendo cumprir a interdição de saída dos mesmos.

 

O americano Burlão continua no solo angolano e proibido de sair do país, graças a intervenção da Polícia que se desinibiu de complexos e fez prevalecer a lei. Só sai do país quando devolver o dinheiro.


É esta a nossa Angola, a nossa terra onde a justiça é atropelada sempre que inter- esses inconfessos de apetites intestinais de um grupo que ostenta o poder são belis- cados, mas parece-nos que hoje os tempos são outros e alguma coisa está a mudar. Só o facto e a coragem de se proclamar a interdição de saída já é um bom sinal de que estamos numa nova era. O crime que cometemos foi ter escolhido, há 25 anos, a promoção de eventos como nossa profissão, afinal de contas valia a pena ser lúm- pem ou criminoso do que um cidadão trabalhador e hones- to. Só nos resta pedir a Deus o mais rápido possível para que livre Angola desta tirania.


Sem mais comentários, vi- mos pedir desculpas ao Povo Angolano no geral, ao Público Cliente em particular e a juventude em especial por mais esta frustração.

 

Não vamos desistir, mais tarde ou mais cedo vamos recuperar os cerca de USD 20.000.000.00 (vinte milhões) roubados por empresários americanos, com o beneplácito, encorajamento e apoio de concorrentes desleais(unitel)  e a protecção da Embaixada dos Estados Unidos da América, que há cinco anos nega o visto de entrada ao nosso administrador para ficar atado e não poder deslocar-se aos Estados Unidos e accionar a justiça americana contra esta gang de mafiosos.

 

O Governo de Angola tão humilhado pelos americanos, tem que mudar de atitude, tem que ser vertical, não pode continuar a vergar- se ou a rastejar-se em situações similares ou piores dos seus compatriotas em ter- ritório angolano. Mesmo que seja, pelo menos, para atenu ar os tristes e célebres casos que muito recentemente en- tristeceram a nação.

 

Só queremos justiça, paga- mos, os artistas não vieram, devolvam o nosso dinheiro. É tão simples como tudo. A Embaixada Americana terá que aprender de uma vez por todas que tem que deixar de proteger criminosos americanos, e que Angola já não é a República das Bananas. Que haja justiça. Os prevaricadores, os coniventes, os encorajadores e os protecto- res que se sentem nos bancos dos réus para que, de uma vez por todas, acabemos com essa máfia organizada, esse esquema que envolve uma empresa concorrente. O empresário burlão, a Embaixada dos Estados Unidos e todos os artistas que a CASABLANCA pagou e não vieram, que sejam responsabilizados.

 

Os que desde a primeira hora encorajaram os empresários americanos a enveredarem por este caminho, receber os dinheiro e os músicos não virem ou virem com protecção diplomática da Embaixada e/ou do próprio Estado an- golano também devem ser responsabilizados.

 

Foi assim com Miss Elliot, R. Kelly, Chris Brown, Neyo e tantos outros que a CASABLANCA pagou os contratos, os músicos não vieram pela CASABLANCA, a Unitel por detrás, pagou mais dinheiro, trouxe-os para Angola, com protecção policial e presidencial.

 

Ao recurso da CASA- BLANCA a justiça foi anulada (Miss Elliot, Providência Cautelar não cumprida e R. Kelly, processo arquiva- do) e até hoje não recebemos o nosso dinheiro de volta. Que se faça justiça, só que- remos justiça.

 

 

HENRIQUE MIGUEL “Riquinho”

ADMINISTRADOR

 

Luanda aos 4 de Janeiro de 2012 – Dia dos Mártires da Baixa de Cassange

Rádio Jet7 Angola

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