Caló Pascoal diz que novo CD tem qualidade

Caló Pascoal garante que disco tem qualidade para ser consumido durante 2010Luanda - O músico angolano Caló Pascoal afirmou hoje, em Luanda, que o CD “Calo Pascoal e Amigos” tem qualidade suficiente para ser consumido pelo público ao longo dos próximos 11 meses.

 

Tal convicção foi manifestada em declarações à Angop no decorrer da sessão de lançamento do disco no Parque da Independência, na capital angolana, tendo acrescentado que o mesmo foi produzido a pensar na inúmera legião de fãs espalhados pelo país.

 

“É um disco com a qualidade sonora e rítmica suficiente para que o público possa ouvir as suas músicas durante o ano. A selecção dos convidados foi feita a pensar nos consumidores da música angolana, colocando á disposição de quem gosta do nacional um produto com alto nível de qualidade”, adiantou o artista.

 

 Satisfeito com a aderência do público no local, o artista anunciou ainda que para evitar que muitos fãs fiquem sem o produto, se limitou o número de discos para cada pessoa.

 

“Inicialmente pensávamos que cada pessoa podia levar o número de discos que quisesse, mas depois de uma hora depois do início da actividade chegamos a conclusão de que havia necessidade de se limitar. De contrário assistiríamos a cenas tristes, com público insatisfeito por não conseguir comprar o disco depois de horas na fila à espera da sua vez”, reforçou.
  
Em relação ao conteúdo do disco, produzido em seis meses, o artista disse ter sido gravado em Angola e Portugal, onde trabalhou com artistas de referência no país e em Cabo Verde, tais como Paulo Flores, Yuri da Cunha, Anselmo Ralph, Lito Graça e Ricardo Lenvo (angolanos).

 
Do álbum, explicou, participaram ainda Matias Damásio, Kintino, Romão, Habana Maior, Alex Samba, Chalana Dantas e Pedrito, bem como os cabo-verdianos Boi G Mendes e Johnny Fonseca, e o gueneense Sagnon.


O álbum, acrescentou, traz temas que já tocam nas discotecas e rádios, como "Pense em Mim", cantado em dueto com Matias Damásio, "Leva o Povo Daqui (Kandongueiro)", com Paulo Flores, "Bebida Maldita", em parceria com Yuri da Cunha e "Júlia", em dueto com Ricardo Lenvo.


Além desses temas, os três primeiros postos no "pacote" promocional, consta ainda do disco as músicas "Rogai por Nós", cantado por Caló e Boi G Mendes, o único intérprete estrangeiro a tomar parte do projecto.

 
O autor explicou que sete, das 15 canções produzidas, foram parcerias com os músicos anunciados, tendo as demais sido cantadas por si, na linha rítmica do kizomba, semba, zouk love e n’kembo, este último resultante de uma recolha feita pelo baterista Lito Graça da banda Semba Masters.


O n’kembo é ritmo originário da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo(Tocoísta) e surge no CD com adaptação à realidade comercial, sem fugir muito a sua essência, dada a familiaridade de Lito Graça com o ritmo.


Além do baterista, participou da instrumentalização desse tema o guitarrista Alex Samba, outro conhecedor da realidade rítmica tocoísta.


Caló Pascoal, que disse acreditar no sucesso do novo disco, iniciou a carreira artística nos anos 90, como bailarino, e logo depois virou dj. O seu trajecto começou em 92-93, com o grupo Necaf Brothers, um dos primeiros a surgir no âmbito do projecto de difusão do género kuduro.


Lançou o seu primeiro disco a solo em 2002, com o título “Fé”, que teve como destaque os temas “Está Amarrado” e “Onde Estás Rosita”.


Em 2005 publicou o segundo albúm intitulado Santa Mariazinha, que integrou as músicas “Fim do Mundo”, “Titiriti”, “Água da Chuva”,
“Kizomba da Madrugada”, “Manteiga”, “Quebra Galho", entre outros.


Em 2007, Caló Pascoal lançou o disco “Eu e Elas”, uma parceria com nove vozes femininas. Um ano mais tarde coloca no mercado “Esperança Sagrada”, cujo destaque foi a canção “Meninas de Hoje”, original de Massano Júnior.


Fonte: Angop

Rádio Jet7 Angola

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