“Argo” vence Óscar de melhor filme

“Argo” venceu o Óscar para melhor filme na cerimónia realizada domingo no Dolby Theatre para celebrar os 85ºs Prémios da Academia de Cinema de Holywood.


Uma figura especial ajudou a entregar o prémio a Ben Affleck, o realizador deste drama que recorda o resgate de seis reféns americanos no Irão, e aos produtores George Clooney e Grant Heslov. Essa personagem inesperada foi Michelle Obama que, por vídeo, se juntou a Jack Nicholson para apresentar o galardão.


“Este ano concorriam oito filmes, oito grandes filmes que tinham tanto direito a aqui estar como eu” disse Bem Afleck ao receber o prémio.
 

Em consonância com as palavras do actor e realizador, os prémios da noite foram amplamente distribuídos, mas “Argo” destacou-se ao ganhar três troféus, atrás de “A Vida de Pi”, que conquistou quatro.
 

Sem surpresas, Daniel Day-Lewis conquistou o seu terceiro Óscar de melhor actor principal pelo desempenho no filme “Lincoln”, de Steven Spielberg, tornando-se a primeira pessoa a atingir tal feito.
 

A maior surpresa veio com o Óscar de melhor actriz principal entregue a Jennifer Lawrence, pelo papel na comédia dramática “Guia Para Um Final Feliz”.
 

A actriz disputava o galardão com Jessica Chastain (“00:30 Hora Negra”), Emmanuelle Riva (“Amor”), Quvenzhané Wallis (“Bestas do Sul Selvagem”) e Naomi Watts (“O Impossível”).
 

Aos 22 anos, Jennifer Lawrence é a segunda mais nova actriz a receber um Óscar, depois de Marlee Matlin, que tinha 21 quando recebeu o galardão pelo trabalho em “Filhos de um Deus Menor”. Jennifer Lawrence foi uma das mais novas nomeadas em 2010, com “Winter’s Bone”, filme que a pôs sob os holofotes de Hollywood.

 

 

Ang Lee, realizador nascido em Taiwan, arrebatou domingo o segundo Óscar da sua carreira como melhor realizador pelo filme “A Vida de Pi”, uma categoria para a qual não foi nomeado Ben Affleck. Aliás, desde 1989, com “Driving Miss Daisy”, que não sucedia o realizador do melhor filme não estar nomeado na categoria de realizador.
 

Anne Hathaway, pelo seu papel em “Os Miseráveis”, estreou-se nos Óscares como vencedora do troféu para melhor actriz secundária. O actor austro-alemão Christoph Waltz repetiu a proeza de 2010 (com “Sacanas sem Lei”) e voltou a ganhar o prémio para melhor actor secundário com outro filme do realizador Quentin Tarrantino, “Django Unchained”.
 

Quentin Tarrantino também não ficou fora dos prémios e venceu o galardão para o melhor guião original. E “Amor”, de Michael Hanneke, venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Dados curiosos

A nomeação aos prémios da Academia de Cinema de Hollywood, os Óscares, revelou este ano algumas curiosidades. Eis uma pequena lista:

 

- Nomeado na categoria de melhor banda sonora por “Lincoln”, John Williams alcançou com esta edição 48 nomeações ao Óscar. Apenas Walt Disney o supera na história do prémio, com 59 nomeações. Woody Allen é o segundo artista vivo com mais nomeações, 23.
 

- Emmanuelle Riva, de 85 anos, foi a actriz mais idosa da história do Oscar a competir como melhor actriz. No domingo, ela enfrentou Quvenzhane Wallis, de 9 anos, por sua vez a actriz mais jovem a disputar um Óscar.
 

- “Amor” é a quinta película a ser nomeada tanto como melhor filme como melhor filme estrangeiro. Isso aconteceu com “Z”, de Costa-Gavras, “Os Imigrantes”, de Jan Troell, “A vida é bela”, de Roberto Benigni, e “O tigre e o dragão”, de Ang Lee. Todos estes filmes, excepto “Os Imigrantes”, que perdeu nas duas categorias, ganharam o Óscar de melhor filme estrangeiro.
 

- “O lado bom da vida” é o primeiro filme desde “Reds”, de Warren Beatty (1981), a competir tanto como melhor filme, melhor realização, melhor argumento e nas quatro categorias de interpretação.
 

- Kathleen Kennedy e Steven Spielberg foram os produtores mais nomeados da história do Óscar, com oito nomeações cada um.
 

- Com a sua nomeação por melhor filme como produtor, George Clooney compartilha com Warren Beatty o privilégio de ter sido nomeado nas categorias de melhor filme, actor, argumentista e realização ao longo da sua carreira.

Seth MacFarlane

Os fãs de Seth MacFarlane comemoraram no Twitter a estreia do “criado” de “Family Guy” como apresentador da cerimónia dos Óscares.

 

Seth McFarlane recebeu uma aprovação de 57,1%, segundo pesquisa em tempo real feita pelo “site” TVline.com.
 

A notícia é boa, principalmente depois de William Shatner, que reeditou o seu eterno capitão James Kirk de “Star Trek”, aparecer na abertura da cerimónia para alertar que Seth MacFarlane estava destinado a ser “o pior apresentador do Óscar de todos os tempos”.
 

Além de contracenar com um dos seus ídolos, Seth MacFarlane também protagonizou um pequeno espectáculo musical (“We Saw Your Boobs”), em que nomeou as actrizes cujos seios viu nos filmes. Ele foi acompanhado pelo Coral Gay de Los Angeles.
 

Depois, fez uma paródia ao filme “Flight” com marionetes e também recordou a série “A noviça voadora”, para caricaturar a actriz Sally Field.
 

“Seth McFarlane está a usar um smoking feito de auto-satisfação e referências pop irrelevantes”, postou o argumentista de televisão Ed Lee, no Twitter.

 

Fonte: Jornal de Angola

Rádio Jet7 Angola

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